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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Um mês para os próximos carimbos!!

O tempo nem sempre parece que é nosso amigo, e na ânsia de mais umas aventuras ainda me resta um mês de espera até me ver novamente envolto naquilo de que mais gosto. O que havia a ser marcado e reservado já foi feito, o "programa das festas" já se torna uma realidade tão concreta que só me falta mesmo é estar a passear pelas ruas dos guias já lidos e relidos perto da centena de vezes.
Fica aquele nervoso miudinho na alma, diz-se por ai nessa Internet que a neve cai fortemente e nada mais animador que uma temperatura máxima de -7º C. Lá terei que vestir o meu fatinho da neve ao estilo Transformers.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Te Big Bus of London

Ainda com as músicas do Rei Leão a ecoar no neurónio, madrugámos bem cedinho, dizia-se por aí que o museu de cera pedia quase uma espera à porta entre as suas intermináveis filas, e após mais uma viagem naquele magnifico e encantador sistema de metro demo-nos com a porta do museu completamente vazia, os primeiros a marcar presença. Rapidamente a animação esmoreceu quando o letreiro pendurado na porta dava uma espera de 2 horas até a abertura das bilheteiras, era impossível ficar esse tempo sob aquele frio gélido em plena rua. Uma volta pelos arredores era a melhor opção e secretamente nos foi surpreendendo, entre alguns edifícios mais ou menos imponentes esconde-se atrás do museu de cera o Regent's Park, um fantástico jardim inglês com um portão todo trabalhado, gostámos especialmente do jardim japonês que se esconde no meio do parque, e apesar de se ouvir uns barulhos de elefantes só nos apercebemos que ficava mesmo ali ao lado o Zoo quando à noite decidimos abrir o guia turístico.
 Era hora de voltar para as portas do museu onde discretamente se formava uma fila antes de sermos revistados de alto a baixo na entrada e descobrimos que uma senhora de meia idade espanhola não dispensava a sua bela garrafinha de whisky para se aquecer daquele frio inverno. Os bilhetes são bastante caros para aquilo que o museu tem para no mostrar; uma série de bonecos de todo o tipo de personalidades (até desenhos animados) cuja ligação a Londres é nula, uns extremamente bem feitos outros quase tão bonitos como o manequim das aulas de anatomia. é digno de registo a loucura de algumas senhoras perante os bonecos daqueles galãs de cinema de Hollywood (extremamente ligado à cidade) que à falta do original fazem verdadeiras violações aos manequins, não posso negar que também andei a coscuvilhar as intimidades de alguns e para surpresa minha, algumas bonecas apresentavam roupa interior. É um museu interessante para algumas brincadeiras, com algumas representações muito bem feitas, que com pouca gente se visita em 45 minutos e à saída após a passagem do terror nos fazem andar nuns carrinhos tipo os do carrossel numa muito breve história de Londres em cera.


À saída do museu o céu começava a ficar mais descoberto, possibilitando uns passeios pela cidade sem a enorme camada de roupa que no dia anterior tivemos de transportar, andar de metro além de caro estava fora de questão, e eis mesmo ali à nossa frente a magnifica solução, aqueles maravilhosos bus turísticos do entra e sai sem pagar, com uns percursos mesmo ao nosso gosto. Sem  mais demora e de rabos alçados lá nos colocámos no famoso Big Bus, com destino ao Big Ben não sem antes passarmos por alguns locais já nossos conhecidos, dar uma voltinha pela enorme elegante Oxford Street, retomar a Trafagar Square passando pelo Admiralty Arch  entre outras atracções como a Horse Guard e já cansado de bater tantas fotos chegamos ao nosso destino, badalava o Big Ben 11 horas certas, e nada melhor que acertar relógios e telemóveis nesse preciso momento.
 
O Big Ben como erradamente pensava, não é o nome do relógio nem da torre mas sim do sino que badalava naquela hora em que havia chegado, o som é quase ensurdecedor e a sua torre enorme que faz parte das casas do parlamento tornam-no um edifício impressionante no qual perdemos algum tempo a admirar. As redondezas do parlamento britânico estão repletas de monumentos históricos e qual crianças nos deixamos passear e fotografar por aquelas bandas. Mesmo Ali ao lado estava a abadia de Westminster mas o preço elevado do ingresso esmoreceu o entusiasmo e acabou-se só por se observar por fora (se o arrependimento matasse ...). O frio agora apertava à seria e mesmo ali ao lado da abadia estava uma igreja bem pequenina de entrada livre e sem esperar mais sentados nos bancos da missa mesmo ao lado de um maravilhoso aquecedor, fingindo uma reza fervorosa fizemos uma bela de uma sesta. Enquanto aquecia as ideias continuava a afirmar a minha primeira impressão, o bus panorâmico havia mostrado uma Londres de edifícios  magníficos e imponentes mas que toda a sua beleza desaparece quando tentam ser modernos e progressistas e constroem mamarrachos sem qualquer estética nem enquadramento em plenos centros históricos tornando visualmente uma cidade sem estilo.










De corpo e mente mais aquecida, com mais umas dezenas de fotos no cartão de memória, decidimos atravessar o poluído Tamisa  (por uma ponte com umas sombras bem estranhas) no sentido de dar-mos uma volta no London Eye. A dita roda gigante, que de grande tem mesmo, não podia estar melhor posicionado ao estilo urbano britânico, aquela gente achou por bem que a roda ficava em frente de uma palácio quase paralelo ao Parlamento, e o que podia ser uma vista desafogada da área é hoje um palácio que aparece por detrás de um monte ferro e fios de aço, a vista da roda pode ser magnifica mas que aquilo ali fica feio podem crer que fica. Após um almoço improvisado e uns metros mais ao lado da bela roda descobrimos uma vista magnifica das casas do parlamento em toda a sua dimensão, que deram umas fotografias muito boas. A visita estava feita, aquela zona da cidade é muito interessante pelo que no decorre dos dias acabamos por passar por lá diversas vezes. Era hora de rumar ao outro lado da cidade e passar a tarde noutras coisas que tinha planeado visitar, e novamente no Big Bus coberto de casacos e cachecóis deixámo-nos levar.
http://www.bigbustours.com/por/london/custompage.aspx?id=maps
http://www.madametussauds.com/
http://www.westminster-abbey.org/




 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Novas Páginas


Aproximam-se rapidamente as badaladas que darão fim a 2009, ultimam-se os últimos preparos para a festa (passas, champanhe e para alguns a indispensável cueca zul). Balanço deste ano está quase concluído, um ano repleto de aventuras de mochila e mala às costas, de vários locais que me surpreenderam e pois claro de carteira bem mais vazia,
É tempo de voltar a página do passaporte e desejar que este novo ano continue a trazer aquilo que mais gostamos, que continue a abrir as portas do mundo e claro que não falte a saúde e o dinheirinho.
Para todos um bom 2010 repleto de aventuras.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Contagem decrescente!

Oficialmente hoje inicio a contagem decrescente para mais uma série de carimbos no passaporte. Ansiosamente espero que corram os 3 meses, e na tentativa de entreter a alma cá vou andando a fazer planos e pesquisas sobre os próximos destinos, e já agora quem tenta adivinhar?


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Chá das 5 com a Betty!!

 
Dizem que a História tem tendência a repetir-se, então toca o telefone e alguém me pergunta se estava a trabalhar naqueles dias, uns negócios da China para arranjar 5 dias de folga e o mote estava lançado para passar uns dias em Londres. Aquele inicio de Fevereiro apresentava-se extremamente frio por terras lusas nem dando espaço para as mentes ocupadas com tão repentina viagem se protegerem do que lhes estava para acontecer.
O despertador marcava 4 horas da madrugada, era só tempo de agarrar nas malas e no Frizer (sim levamos uma mala com mantimentos ...) e entrar no avião a caminho das terras de sua majestade. No instante de uma sesta no banco do avião estava já de pés bem assentes no chão. Ambos não fazíamos ideia sequer de onde se localizava o nosso alojamento naquela imensa cidade, portanto nada melhor que nos dirigirmos ao centro. Descemos incontáveis lances de escadas rolantes, para aquele buraco profundo do metropolitano; o espectáculo quase que toca mo grotesco, como é possível uma metrópole mundial ter um sistema de metro tão velho e sujo!? Um labirinto de linhas em vários andares, em estações completamente degradadas, fazendo-me crer que até as estações do Intendente em Lisboa são bem mais bonitas. E apertado entre uma enchente de pessoas, com 5 dedos de distancia do tecto do aparelho, levou-se quase 1h30 até ao ponto de chegada, ouvindo os berros da camone MIND A GAPE.
O hotel até tinha sido fácil de encontrar, no seu belo estilo bristish, e pela hora do almoço estávamos livres e soltos para iniciar a exploração daquela gigantesca cidade, sendo o ponto número um Picadilly circus. A eficiência daquele horrendo metro deixou-nos na praça em 5 minutos, não sem antes uma parada numa farmácia para buscar medicamentos para a bela gripe que se avizinhava, e claro, testar o meu magnifico e brilhante ingles. OK??!!
Picadilly Circus é uma zona completamente vibrante, milhares de pessoas em todos os sentidos, lojas armazéns se concentram nas suas imediações, os seus anúncios luminosos quase que ferem a vista quando se reflectem no meio daquele smog. Daí também sem abrem as avenidas e ruas do Famoso Trocadero e das dezenas de teatros que exibem os seus musicais. Não deixa de ser impressionante e ao mesmo tempo vergonhoso como a cultura é exibida ao público geral e como estão bem tratados as suas instituições, coisa que em Portugal se deixam cair teatros de podres em pleno centro das cidades.
Em busca de bilhetes para um musical, à hora do almoços já era quase impossível arranja-los não fosse a candonga e o dobro do preço dos bilhetes, ainda chegados de fresco e já metidos em negócios obscuros. Passeamos pelas ruas o resto da tarde, a espreitar lojas e teatros, a subir e a descer ruas que rapidamente nos alteraram por completo o sentido de orientação.
A minha noção da cidade ia-se formando, rapidamente constatei que Londres não abunda em cor, o cinzento é chapa 4 para quase todos os edificios, o que no meio do tempo nublado torna uma cidade algo pesada. Vegetação urbana também não abunda, faz-me lembrar aquelas avenidas que cortaram as árvores para inicio de obras, aliados ao frio imenso que se fazia sentir a cidade não era de todo a mais acolhedora. As ruas extremamente limpas e a beleza dos edifícios complementam a falha e tornaram o passeio mais agradável.

 Ainda faltavam algumas horas até ao inicio do espectáculo dando-nos algum tempo para antecipar alguns dos pontos de visita planeados para o dia seguinte. O mapa dizia que estávamos nas redondezas de Trafalgar Square e a famosa National Gallery. Bem que subimos as ruas, bem que descemos e nada de dar com a dita praça, a muito custo a encontramos, um local amplo e cinzento, dominado pelas 2 fontes e uma coluna, diante do famoso museu, que maravilha é gratuito!!! Entramos no intuito de ver as obras que ele esconde, mas rapidamente nos apercebemos que a melhor obra de arte lá dentro era mesmo o aquecimento. Deixa-mo-nos perder nos corredores até os dedos perderem a sua cor arroxeada, e quando a hora do fecho se aproximava a barriga começava a dar horas. A saída do museu dá para uma vista interessante do Parlamento e do seu famoso Big Ben, que se mostrava pela primeira vez fora dos livros das aulas de inglês,  no qual eu e a minha colega gostávamos de fazer caretas.
 
Anoitecia e de regresso a Picadilly Circus o frio intensificou-se, quase insuportável com as rouparias que trazia vestido, em camadas como a cebola. Começava a nevar para gáudio das crianças (nós) e de pele novamente roxa tentava-se tirar algumas fotos com uns floquinhos de neve na tola. De barriga cheia era hora de procurar o teatro da peça que iamos ver, nova excursão pelas ruas e nada de o encontrar, era o último recurso e em 5 minutos estávamos dentro da esquadra da policia, com um sr da autoridade com aqueles chapéus magníficos a pedir ajuda. Dadas as coordenadas encontramos o teatro, o da noite estava reservado para The Lion King Musical, e naquele teatro brutal, assisti a uma das peças mais fantásticas de sempre.
Era meia noite, novamente no metro agora deserto bem como a cidade, quase fantasma a caminho do quarto aquecido do hotel para uma noite de sono, após quase 48 horas acordado.

 



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

I Love LxBoa

O Verão tinha começado havia poucos dias, e o calor abrasador que caía sobre Lisboa estava por demais insuportável dentro de casa. A cidade aperaltava-se para as suas festas populares, e o transito caótico em direcção às praias tirava a vontade a qualquer um de ir a banhos, naquele fim de semana para lá de prolongado. Agarrei na máquina e fiz o percurso inverso, em vez de me dirigir às sobre-lotadas praias, enfiei-me dentro de um cacilheiro com destino a Lisboa. A viagem lenta no convés do barco, torna-se impressionante, a cidade ganha formas e contornos conforme nos vamos aproximando dela, a luz intensa que a banha da-lhe um toque qual jardim do  Éden, e num acto de auto-censura punimo-nos pelo facto de tão raramente podermos desfrutar de tão bela paisagem.
Sob o Tejo repousavam alguns navios de tamanhos impressionantes, tornando o velhinho Cacilheiro não muito maior que um barquinho a remos. Lisboa comunga com o mar desde o seu berço, e que melhor recepção a cidade tão magnifica do que o seu rio quase mar repleto de navios, de todos os tamanhos e cores?!
A paisagem romantica que os barcos nos dão da cidade vista do rio, deixavam embalar e quase que me deixei ficar o resto da tarde naquele vai e vem entre as duas margens.

As palavras podem nos trair quando tentamos transcrever aquilo que nos vai na alma num momento de completa harmonia. Nunca concebi Lisboa como uma cidade tipicamente europeia, Lisboa é sinonimo de nostalgia, de saber viver ao sabor dos ventos, de luxo e de bairrismo, elegante na sua desorganização. Lisboa é um modo de vida, que não se vive mas sente-se e que algumas pessoas o exprimem a cantar.


Apiei-me em terra e sem grande destino pus-me em fuga pela sinuosa rua do Alecrim, que sob calor tão abrasador mostrava-se uma tarefa hérculea, talvez pensasse que iria para mais uma das farras no Bairro Alto (a farra estava guardada para o dia seguinte), e sob uma camada de suor decidi entrar no Jardim Botanico da Universidade de Lisboa, um oasis de palmeiras e plantas tropicais em pleno centro da cidade histórica, que apesar da sua degradação é um sitio impecável para uma tarde de calor, a tentar apanhar borboletas nas estufas para as crianças.
O corpo pedia liquido e descanso, isto de ser turista na própria cidade é uma experiência fabulosa, é como se nos colocassem uns olhos novos na cara para ver e sentir aquilo que nos é quotidano!
Deixei o jardim, com a sensação de que aquilo poderia ser muito melhor aproveitado, e dediquei-me a descer a tortuosa rua, de máquina em punho a registar aquela Lisboa que desconhecia; uma paragem técnica no jardim do Príncipe Real para um gelado que rapidamente derreteu, quase que me deixei embalar numa sesta como as poucas pessoas que deambulavam pela cidade naquele dia de calores superiores a 40.
A cidade quase deserta, abria os seus segredos lentamente e no azul mais intenso dum céu de fim de tarde deixei-me envolver no Miradouro de São Pedro de Alcântara, uma varanda sobre milénios de história com uma das paisagens mais deslumbrantes do castelo e dos bairros que o rodeiam, de séculos de  saudade que a cidade foi deixando, e de bebida gelada na mão deixei-me ficar naquele marasmo de um fim de tarde na cidade mais envolvente que Lisboa nos pode revelar.
 
 

domingo, 29 de novembro de 2009

Namasté

Passava das 22 horas de uma noite chuvosa, a tribo estava unida e na Rua Portas de Santo Antão em Lisboa fomos levados na mais envolvente viagem das nossa vidas. Entre a geometria sagrada e aos sons de Mekabah, deixamo-nos envolver na partida até à 5ª dimensão.
Memorável, uma viagem sobre nós próprios.

Namasté!

sábado, 14 de novembro de 2009

Kelly Slater da Neve!!

 
 
Aproximava-se a grande velocidade a hora da partida, a noite tinha sido mais uma das loucas que se tinham antecedido, o álcool aquecia os corpos por demais enregelados mas ainda não tinha experimentado os famosos desportos de neve. O material acumulava-se na entrada do apartamento, Skis bostas e afins e ainda nada tinha tido o prazer de ser utilizado.
Acabadinhos de acordar com os galos, o despertador batia as 6 da manhã e transformados novamente em Robot Cop (com uma barrinha de cereais no fato, não fosse a fome apertar) estava de plantão à porta dos teleféricos, e qual criança no Natal a informação que as pistas estavam abertas deixou-me em pulgas.
Agarrei naquela tralha toda que tinha de transportar, e quase num espetaculo circense consegui enfiar-me dentro da cabine sem cair, a viagem durava perto de 20 minutos sobre vales e penhascos nevados, que mal se distinguiam na imensa neblina que se fazia sentir, chegando a um enorme e quase sem fim manto branco, com outras tantas cadeiras para nos levar ainda mais para cima.
Decidido a brilhar nos desportos de Inverno, estava ansioso para o inicio da aula, primeiro só com um pé, depois com o outro e logo se seguida com o rabo no chão, ainda em plena linha recta. A coisa não estava a correr nada bem, aquilo escorrega que se farta e a próxima lição seria na já na pista dos principiantes. três dias de espera tinham sido recompensados com uma professora bem jeitosa, Laura de seu nome, altura metade da minha. Teimava que havíamos de descer a pista face to face ela de costas e eu de frente, e no balanço que os skis davam sem saber como parar aquelas coisas nos pés, não posso negar que me agarrei por diversas vezes onde não devia não prestando atenção às instruções "frena Luís, hace fuerza en las rodillas!" , qual quê!!?
A aula havia terminado, estava por minha conta e decidi dedicar o resto do dia neste desporto que efectivamente eu não conseguia dominar. O esforço foi intenso mas as quedas eram inevitáveis, nem sozinho nem agarrado a pessoas o meu fim era sempre o mesmo, caído no chão, e toca a levantar, subir uns bons metros da pista, colocar o ski outra vez e ao fim de 30 segundos estava eu no chão novamente.
Completamente estafado e teimando em continuar  minha saga, começava a adensar-se um nevão, primeiro os flocos caiam pacificamente dando alguma piada e refrescando o corpo que aquecia a altas temperaturas debaixo de tanta roupa. progressivamente o céu começou a ficar mais escuro que se anoitecesse e a neve caía agora com força, quase picadas na face, o visibilidade não passava de uns meros metros diante da nossa vista e finalmente conseguia fazer uma pista completa sem cair, tal qual o Kelly Slater da neve. A neve estava cada vez mais intensa e era hora de partir, ao menos havia feito uma pista, mesmo que tenha sido para iniciados, e era hora de meter as correntes no carro e fazer-mo-nos a estrada, repleta de neve, dando-se inicio a mais uma aventura. Era hora de Car ski, a neve fazia paredes nas bermas da estrada e nem as correntes nos pneus impediram de fazermos patinagem artística com o carro, a velocidade de 5 km/h e sendo os cabecilhas da fila de carros que se propunha a descer a montanha o medo começou a apoderar-se, tínhamos de sair dali, utilizar o travão dava direito a despistagem, a neve caía cada vez com mais força, olhando pelo espelho retrovisor os carros que seguiam atrás do nosso teimavam em andar aos S e a bater uns nos outros, e ao fim de 3 horas para percorrer 30 km  e 3 dos 5 carros do grupo ligeiramente acidentados conseguimos parar numa estação de serviço.
A noite adentrou-se e após mais de 12 horas a conduzir chegamos ao conforto da nossa casa, o relógio marcava 4.30 da manhã, e num sono de 2 horas estava pronto para ir trabalhar às 7 da manhã!


 De carros ligeiramente amolgados, o corpo repleto de hematomas e equimoses, o corpo estourado, para o ano estaremos a marcar presença, e eu obviamente inscrito nos Jogos Olímpicos de Inverno.