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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Viena - Centro Histórico



De barriga estômago mais aconchegado pelos bolos que nos deliciámos e com a carteira bem mais magra, fazia-se horas de nos envolvermos no coração e na vida de Viena, mesmo quando as pernas já diziam que mereciam um descanso. O centro da cidade é coroado pela Stephandom na praça com o mesmo nome, apesar do excelente sistema de transportes e metro decidimos lá chegar pelos nossos próprios pés, partindo do Schloss Hofburg até ao centro da cidade é um passeio calmo e agradável, ladeado por vários edifícios elegantes e ruas vedadas ao transito polvilhadas de pessoas mesmo com um nevão em cima da cabeça, em contraste com as nossas cidades onde o carro tem a prioridade e os peões que andem na estrada e claro muito mais interessante ir às compras num centro comercial qualquer com as mesmas lojas do que no centro histórico da cidade. Quantas ruas só para peões existem na baixa Lisboeta? UMA!
Entre os prédios barrocos daquelas ruas aparece imponentemente algo mais arrojado em formas redondas e vidros espelhados que deixa o seu marco de contraste naquela cidade, Haas Haus.


STEPHANDOM (Catedral de Santo Estêvão)

Praticamente visível de todo o centro histórico da cidade, ergue-se imponentemente a Stephandom, uma majestosa e gigantesca catedral, considerada uma das mais importantes do Mundo, de resplandece naquela cidade quase apertada por toda uma cidade vibrante que cresceu em seu redor.  Obviamente tornou-se um dos pontos de maior interesse turístico da cidade e o pronto de encontro ideal para começar a explorar os seus encantados arredores. O estilo gótico que foi construída já lá nos longínquos séculos XII foi sendo alterado conforme as modas encontrando-se aqui e alem claras referencia ao barroco. Afinal vir a Viena é um aula ao ar livre sobre barroco e estilos associados. Além da gigantesca torre que, imediatamente os olhos são desviados para o magnifico telhado de ladrilho de várias cores parecendo uma tapeçaria estendia sob a catedral. Afectada pela Segunda Grande Guerra ainda hoje se vão vendo trabalhos de restauro aqui e além e desta feita foi-nos impossível passar além da entrada do Pórtico dos Gigantes e explorar o seu interior. A entrada é livre e o passeio e realmente muito compensador, felizmente foi-nos possível ver e fotografar o famoso púlpito gótico.


Interior     




Apesar de não nos ter sido possível aceder ao seu interior, valeu a pena o passeio em seu redor, de forma a apreciar todo o seu esplendor e arte gravada na pedra. Em seu redor estão estacionadas várias charretes para turistas a fim de dar um passeio mais elegante por aquela zona, contudo os 80€ por 40 minutos afastam até as almas mais iluminadas e o passeio a pé foi bem mais compensador e barato.

Exterior 





















Coordenadas:
- Visita gratuita e obrigatória 
- Bem no centro da cidade com excelentes acessos, contudo o passeio a pé é o mais interessante
Mais sobre a catedral - clique aqui! 


MOZARTHAUS 

É impossível passear pela cidade sem reparar ou até mesmo sermos abordados por alguém vestido a rigor para assistir a um qualquer concerto de música clássica. O  pulsar daquela cidade definitivamente é ordenado sob um batuta de um qualquer maestro e o seu gosto particular desde à longos séculos tornam-na do expoente da música erudita que se vai vendo e ouvindo a quase cada virar da esquina. Estoicamente resistimos aos convites para tantos concertos, mas seria impossível não ir sequer visitar a Casa de Mozart. Apesar de estar a escassos metros da catedral não foi assim tão fácil dar com o museu em parte (des)ajudados pelo alemão magnifico que sabemos falar.
 Johann Chrysostom Wolfgang Amadeus Mozart, de seu nome completo nascido no século XVIII em Salzburg (visita para uma próxima viagem) foi e será o génio da música. Desde criança começou a compor obras para cravo e a sua ascensão não tardou com obras fantásticas como A Flauta Mágica, Bodas de Figaro etc etc. Como de génio e louco todos temos um pouco Mozart não podia escapar e das inúmeras casas onde viveu em Viena, esta é a única que chegou aos nossos dias, devido aos devaneios de um jovem génio.
O museu está instalado na totalidade do edifico de 4 andares, apesar de não ser um museu espectacular não deixa de ser interessante saber algumas particularidades da vida e obra do autor (nenhuma das suas pautas tem uma razura, ou seja Mozart transcrevia para o papel a obra depois desta estar construída na sua mente!!). O áudio-guia em espanhol é bastante completo e ajuda a entrar neste mundo e a abrir as portas da musica clássica a um mero leigo. Não sei bem porque mas depois desta visita acho que me tornei fã incondicional de Mozart.

C

Coordenadas:
- Situado muito próxima da Stephandom, fácil de localizar
- Visita obrigatória para todos os fãs do génio
- Museu com pouco acervo (pouco chegou aos nossos dias)
- Cerca de 7€, dispensável para aqueles que têm pouco dinheiro, tempo ou interesse
Mais sobre o msueu, clique aqui!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Doces pecados de Viena

Não é só de beleza e imponência que vive Viena a capital da música. A sua atmosfera cultural rapidamente contagia aqueles que o espírito não é muito dado para essas andanças. Efectivamente a cidade é um pouco cara para as posses de um mero português, e resistir às suas tentações é complicado. 
Infelizmente não me pude dar ao luxo de saborear os pratos da cozinha típica aústriaca mas a bem da verdade a sua doçaria exposta nas montras das milhentas pastelarias não deixa de ser um pecado até para os regimes mais austeros. Duas coisas me surpreenderam, em primeiro lugar a elegância dos cafés e pastelarias como se de autênticos palácios se tratassem e em segundo lugar o serviço prestado com algum requinte o que deixa sempre aquele toque especial.
Deveras a doçaria é muito boa e obviamente irresistível, impossível não provar o Sachertorte que após uma longa discussão sobre se as natas eram ou não acessório no doce, se descobriu que fazem realmente parte da receita pois os austríacos acham o doce um pouco "seco".
Goste-se ou não ao fim de passar por tanta loja de doces acabamos por ter já na mão umas embalagens de bombons (Mozart's que são divinais) que antes de serem oferecidos a quem de direito já haviam sido comidos ainda antes do regresso. Definitivamente Viena é uma doce e cultural sensação.    
 Mozart Café, em frente ao Albertina no Sacher Hotel
 








quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Magia de Schloss Hofburg

 

Em Viena não é de todo difícil encontrar o centro histórico dada a imponência e a quantidade de edifícios imperiais que se vão desvendando a cada virar da esquina. Ainda nem tínhamos colocado os pés fora do jardim e já se avistava a famosa ópera mesmo ali quase paredes meias com o museu do Albertina e o enorme palácio do Hofburg. Efectivamente o que sobra nesta cidade é opção de escolha, desde o mais simples até aos intrincados Rococós, e a balança da justiça pesa infatigavelmente para o lado da carteira, especialmente quando vamos com o pilim quase contadinho. 
Os afamados palácios imperiais não podiam deixar de estar presentes na nossa visita, e pela rua estreita praticamente sem carros seguimos o caminho pelo palácio de algumas centenas de metros até chegar à sua impressionante entrada. O Palácio Imperial de Hofburg (Schloss Hofburg) encontra-se bem no coração do centro histórico da cidade, praticamente todas as ruas vão dar a ele, e o seu gigantesco tamanho torna-o bem visível até aos mais distraídos. Foi a residência de inverno da casa imperial dos Habsburg durante 7 séculos, as suas 2600 salas testemunharam diversos estilos e inúmeras ampliações tendo sido até palco da anexação da Áustria à Alemanha por Hitler.  
Antes da entrada passou-se pela Escola de Equitação Espanhola que apesar das boas recomendações de ver os cavalos no seu aquecimento que mais aprece uma valsa num estábulo que parece um salão de festas, as fracas economias não permitiram o acesso ao espectáculo. 
A entrada encontra-se finalmente na Michaelerplatz onde sobressaem à vista as cúpulas de bronze esverdeado pelo tempo e que inteligentemente foram protegidas com rede electrificada impedindo aqueles ratos com asas dos pombos de lhe darem o seu contributo pessoal na decoração.
Aconselho a comprar o bilhete para ver as pratas, os aposentos imperiais etc etc, e felizmente existe um combinado para os 2 principais palácios por 22,50€. Iniciamos a visita pelas salas das pratas e dos ouros com um áudio-guia que já vem no preço do bilhete. Não é propriamente a zona mais chamativa do palácio, contudo diante de nós vão mostrando serviços de mesa, copos e talheres de ouro prata e platina, todo um luxo que aquela gente muito muito poderosa podia dispor durante séculos. Os guias são muito interessantes, explicam como se processava um banquete as normas e regras desde a colocação dos pratos até comportamentos. Entre os vidros está colocada uma mesa de banquete com o seu centro de mais de 30 metros de comprimento conforme ditava o figurino.

Ainda a visita ia a bem no inicio e o corpo já dava sinais de algum desgaste, aqui e ali uns bancos serviam de poiso para descansar e ganhar fôlego para o resto da jornada. Ao fim de mais de 30 salas de objectos de luxo lá apareceram as escadarias e uma nova visita. Creio que seja impossível visitar o palácio sem ser pelo mesmo percurso o que infelizmente acaba por tornar um pouco cansativa a visita. Entravamos agora no "mundo encantado" da Imperatriz Elisabete mais conhecida por Sissi. Sem dúvida uma imagem de marca na sua época imortalizada por alguns comportamentos um pouco estranhos, a sua loucura pela forma física que lhe fazia ter uma cintura de 51 cm, os seus longos cabelos que demoravam 3 horas a pentear e todo o seu charme que acabaram no seu assassinato por engano, imortalizando assim esta estranha monarca. São várias salas das suas jóias e dos seus vestidos, do famoso retrato com estrelas acabando na sua morte e em jeito de despedida ali mesmo de frente o estilete que lhe fora espetado no peito por engano e a matou.
Ao fim de mais de hora e meia finalmente entramos no palácio propriamente dito, visivelmente cansados ganha-se outro animo para ver os seus segredos. Para uns pode não passar de um simples palácio com riqueza iguais a muitos outros, para mim e creio que para aqueles que o visitaram é um marco inconfundível dos diversos estilos que a Europa viveu, das formas de viver da monarquia daquele tempo, das "inovações" da época como o ginásio e a casa de banho completa, de todo um luxo que praticamente é impossível conceber com que dinheiro aquilo foi pago. Além do mais foi um palácio que foi o centro das grandes mudanças na Europa, ali nasceu Maria Antonieta muitos anos antes de perder a cabeça, ali se fizeram as revoluções culturais com Mozart e outros tantos artistas que nas suas mais de 80 salas  abertas ao público nos vão envolvendo nas suas histórias.
A visita acabara ao fim de mais de duas horas, cansados e com fome não restou mais forças a não almoçar ali mesmo encostados a uma parede deste grande monumento.



Dicas:
- Schloss Hofburg é um palácio enorme e convém visita-lo com tempo e apreciar toda a sua beleza;
- Chegar bem cedo, pois à nossa saída já se formavam filas consideráveis mesmo sendo Inverno;
- Comprar bilhete combinado Sisi Ticket 

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sábado, 17 de abril de 2010

Quais os teus melhores Carimbos?


Os dias aquecem e está mais que na altura de planear as próximas partidas. Por este lado o plano A teve de ser adiado por falta de verbas, felizmente restaram o plano B e C que aguardam ainda alguns meses para começarem a entrar naquela contagem decrescente pré-partida.
E meus amigos, neste mundo tão incrível e por vezes tão cruel qual foi o lugar que vos deixou o maior e melhor carimbo? 



quarta-feira, 31 de março de 2010

Imperialmente Viena

As escassas 5 horas e pouco que dispunha para dormir no comboio nocturno foram remédio santo para os males do corpo cansado, mas também um engodo à mente na tentativa de a enganar o físico e submete-lo a um dia extenuante de passeio.  Pouco passava das 6 da manhã quando fomos depositados na estação de Wien Westbahnhof estrategicamente situada mesmo ao lado do hotel que havíamos escolhido pela Internet. Ansiosos por despejar as malas nalgum lado e nos vermos livres daqueles empecilhos foi com quase emoção que ouvimos a espantosa noticia que o quarto reservado estava pronto. O Hotel Intercity Wien apresentou-se uma escolha muito bem situada e até acessível (infelizmente sem pequeno-almoço) e desde essa manhã foi a "base das operações" nesta cidade magnifica. Um pequeno-almoço improvisado para retemperar forças, mais uma peça de roupa vestida para enfrentar o frio gélido das ruas, e rapidamente nos fizemos à estrada. 
A localização privilegiada do hotel numa das principais artérias comerciais de Viena tornava-o acessível a todos os tipos de serviços. A Mariahilfer Strasse abre-se pela capital Austríaca como uma avenida muito elegante com todo o tipo de lojas, pastelarias etc que nos seus quilómetros nos vai deixando cada vez mais próximos do centro histórico, praticamente sem dar conta de uma caminhada de cerca de 20 minutos, ao menos sempre dava para aquecer do frio que definitivamente em Portugal não estamos habituados.
Quanto mais nos aproximamos do centro da cidade, mais esta vai fazendo justiça ao seu nome de Cidade Imperial e os seus opulentos edifícios vão surgindo e aglomerando-se. Aqui e ali vão aparecendo prédios muito elegantes e umas quantas igrejas, que não foi difícil resistir e entrar.

Mariahilfer Kirche
Por entre os edifícios daquela rua comercial e movimentada, quase escondida num gaveto, saltavam à vista as torres esverdedas de cobre do primeiro "monumento" propriamente dito que visitei. Mariahilfer Kirche é uma igreja construída no longínquo ano de 1689 no local onde existia um cemitério e onde aparentemente existia ou existe (?) uma pintura milagrosa. À sua porta montava-se uma espécie de praça, mas que aquela hora mal passava de um monte de esqueletos das barraquinhas. A porta estava aberta e sem haver necessidade de pagar ingresso entra-se numa igreja do mais puro barroco elegante a contrastar com a sua fachada menos imponente. Não havia ninguém no seu interior nem informação sobre as obras expostas, provavelmente devido a hora tão vespertina e a visita rapidamente se fez, deixando contudo uma ideia da imponência que Viena esconde nas suas ruas.
Continuando a descer a rua, embriagado com tamanha beleza que se ia mostrando os olhos e a lente da máquina fotográfica (paz à sua alma) desembocamos quase quase no centro da cidade. Mesmo ali defronte aparecem os grandes e deslumbrantes monumentos de Viena e a cabeça baralha-se sem saber muito bem qual deles há-de visitar primeiro. Mesmo à esquerda abre-se uma passagem e o aclamado Bairro dos Museus está ao nosso dispor. Os planos não pressupunham visita-lo, mas já se sabe a curiosidade é grande e não se dispensa uma vista de olhos.

Bairro dos Museus

O Bairro dos Museus é considerado uma das 10 maiores instituições culturais do Mundo, não é de admirar que após a passagem de arcos e pequenos pátios se abre perante os olhos um enorme praça ladeada por edifícios elegantes e outros modernos uma praça gigantesca. Este bairro foi instalado nos antigos estábulos reais da corte vienense e actualmente alberga obras de arte contemporânea. Caíam alguns flocos de neve naquela imensa praça vazia e tais crianças perante um brinquedo no entretivemos até descobrirmos algo um pouco mais "bizarro".  

Naquele enorme espaço estavam estacionadas duas enormes esculturas, logo logo o seu sentido não perceptível no primeiro segundo, até que um aproximação revela "Olha lá! Aquilo ali não é um espermatozóide gigante?!", "É! e aquilo ali parece um intestino grosso, e olha bem, afinal é mesmo um cú!!". Afinal aquelas esculturas em grande escala eram partes da anatomia e fisiologia humana e mais adiante até se encontrava uma mulher esquartejada. Quando finalmente as cabeças curiosas se apossaram das janelinhas pasmaram dentro do espermatozóide estava uma cama (desfeita!!) e o intestino revelava-se com o maravilhoso nome de Bar Rectum. Infelizmente não consegui descobrir quem era o autor daquela exposição, mas lá que era muito à frente, era!
A visita estava feita e acabava em tom de divertimento com tais esculturas, mais uns arcos e de caras para uma avenida bem mais movimentada, estávamos agora definitivamente a entrar nos domínios daquela Viena Imperial, que distava da outra mais contemporânea tão só os metros de uma estrada.
Maria Theresien Platz (Praça Maria Teresa)


É impressionante a maneira como se descobriu a cidade sem mudar a trajectória. Na linha recta que levávamos desde a saída do hotel até à imponência da Viena Imperial a beleza desta cidade ia-se revelando, pomposa e arrebatadora. A Praça Maria Teresa com o nome da imperatriz é ladeada por dois enormes museus "gémeos falsos" que desde o século XIX guardam respectivamente o Museu de História Natural e o Museus das Artes que guardam a vastissima colecção de tudo e mais alguma coisa dos antigos Habsburg. Conscientemente ficara decidido que não iríamos entrar nos museus, provavelmente para dar a desculpa de um dia mais tarde voltar, apesar de cá dentro ficar sempre o bichinho do "podia ter entrado". Não se podendo ter tudo na vida, resta o contentamento de os ver por fora e imaginar as relíquias que escondem. A esta altura começavam a escassear (bem como agora) os adjectivos para definir tanta beleza e imponência, pois nada nos deixava de surpreender. A praça que ao centro tem uma estátua da monarca é muito interessante e revela-se um ponto de calma e paz nesta cidade plena de cultura. A imperatriz sentada no seu trono de bronze encara ainda hoje o enorme palácio de inverno da família imperial que se estende mesmo do outro lado da praça e que iria fazer as nossas delicias naquela manhã já recheada de cultura.

   








De passo quase apressado na expectativa de ver tão aclamado palácio que diante dos nossos olhos se expunha, deixamos para trás esta praça. Estando nas traseiras do Hofburg com os seus portões fechados não restava grande alternativa senão contornar o colossal palácio até dar com a entrada e dar com um pequeno mas maravilhoso jardim.

Burggarten

O pequeno jardim que noutros tempos era o jardim privado do imperador mostra-se como uma extensão muito bem cuidada da cidade para com a natureza. A neve que caíra durante aqueles dias e o silencio que se fazia sentir quase davam para imaginar como teria sido noutros tempos polvilhado de aristocracia. Com especial alegria fomos recebidos pelo monumento a Mozart, filho adoptivo daquela cidade e maior génio da música que alguma vez existiu. Como não se sabe onde foi enterrado (morreu na miséria e enterrado numa vala comum) é um local obrigatório para todos os amantes do génio. O passeio é rápido não fosse a interminável sessão de fotografias ao conjunto que o jardim proporciona ao palácio. À saída do jardim Viena revela-se no seu expoente máximo da capital mais cultural da Europa, mas isso fica para outro post,

  
 
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segunda-feira, 22 de março de 2010

Night Train

Com a birra do sono, de uma noite mal dormida agarrado ao termómetro a ver se não fazia febre, lá me apresentei bem cedinho no aeroporto com destino ao Leste Europeu, ou o pouco mais ocidental da mesma. Uma breve paragem no gigantesco aeroporto de Frankfurt e das suas intermináveis passadeiras rolantes apanhei outro avião com destino a Praga. 
Feita criança deleitava-me ao ver os campos cobertos de neve durante a curta viagem entre a Alemanha e a República Checa, e a observar o encantador por do sol sob os campos nevados. Aquela lata com asas tocou no chão já havia anoitecido e em pouco tempo se recolheu os malões (quase baús) alguns já com ausência comprometedora de peças fundamentais. Na tentativa de levantar dinheiro em checo e o multibanco teimar em dizer que não tinha dinheiro lá fui ajudado por um português que esperava não sei bem quem naquela terra de gente com língua muito esquisita, nada feito o aparelho ganhava a guerra e lá me contentei com umas miseras coroas para a minha sobrevivência. 
Lá consegui achar um bus qualquer que diziam deixar mesmo à porta da estação e durante 45 minutos lá tentei ver alguma coisa de Praga entre a escuridão. Apeado à porta da estação Hlavni Nadrazi no seu estilo  Arte Nova completamente decadente (em restauro) não se via daquela habitual confusão das partidas e das chegadas. As ajudas e o inglês daquele povo não era o mais eficaz e durante uma série de minutos lá me tive de contentar com um sobe e desce incessante de escadas à procura da bilheteira que se não fossem os símbolos não se percebia absolutamente nada daquele alfabeto. O subterrâneo daquela estação abre-se ao mundo como um centro comercial, com lojas as ditas bilheteiras e uma série de gente com um ar assustador, afinal a União Soviética não acabou?
Após uma discussão que ia chegando às vias de facto com a mulher das bilheteiras lá se conseguiu comprar os bilhetes para Viena e ainda enfrentar uma espera de 5 horas até há chegada do comboio. De tralha bem composta montamos acampamento numa fast food  e na compra de um refrigerante fez-se sala durante algumas horas, comemos o magnifico buffet que vinha dentro das malas e ainda se preparou o almoço do dia seguinte.
Chegara a hora e completamente impacientes pelo descanso do guerreiro, lá nos montamos no comboio e nos indicaram o minúsculo compartimento com um beliche e um lavatório, na sua habitabilidade de um metro quadrado mais duas pessoas as respectivas malas casacos etc etc.
Sem mais forças adormeci e deixei-me levar naquele pouca-terra até Viena.