quinta-feira, 5 de agosto de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Festival Ao Largo - Lisboa liricamente encantada
Hoje entrava alegremente no primeiro fim de semana depois de umas férias magnificas pelos norte de Itália, quando decidi não fazer o favor ao corpo de ir para a cama e dar uma passada pela baixa lisboeta, sempre muito movimentada pela noite dentro. O carro estacionado no local do costume, uma moedinha ao "mano" já de longa data (minha sorte que ele se contenta com pouco) e um copito pelo bairro alto com futuro de deitar cedo na cama. Perto da Brasileira ouviam-se aplausos e dizia alguém que devia de haver ópera por aquelas bandas.
Ópera é sinal de Teatro Nacional de São Carlos, que ali mesmo a 2 passos do centro do Chiado fica elegantemente repousado, foi a meta e a surpresa da noite. Palco, orquestra, maestrina, cantores, afinal havia ópera para o povo, uma noite dedicada a Verdi, sem os formalismos e as etiquetas que manda o figurino, assim num toque quase familiar que convida quem passa a sentar e desfrutar ou até mesmo conhecer os encantos da ópera e por fim descobrir que não é algo para os velhos ou elites, e sim que a musica clássica é e será a base de toda a boa música,
De louvar esta iniciativa que envergonhadamente desconhecia, que se repita e quem estiver interessado se manterá até ao dia 27 de Julho. Muito muito breve continuarei a divagar pela mítica cidade de Viena, a mãe da música clássica.
sábado, 26 de junho de 2010
Destino Flutuante
Finalmente as merecidas férias de Verão chegaram e novamente começa o reboliço dos preparativos para uma partida. Desta feita, de mochila já pronta parto para o norte de Itália em jeito de conclusão da visita a esse magnifico país que havia iniciado o ano passado por alturas de Setembro.
A pouca tralha que decidi levar, desta feita nem chega a encher a mochila (ainda bem), aqui pelos lados da internet dizem-se maus agoiros sobre o tempo, dizem que vai trovejar, que importa é levar o impermeável e quem sabe até umas galochas.
Agora resta descansar um pouco se a cabeça ajudar e com a maquina fotográfica nova ansiosa por partir (assim como o dono) muito em breve cá estarei de volta para relatar novos e encantadores lugares.
ATÉ BREVE!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Partidas
Oficialmente entrei hoje de férias, uma semana para o próximo destino, para expiar alguns fantasmas e recarregar baterias até Outubro. Navegava por alguns blogs sobre destinos magníficos e encontrei esta magnifica frase que retrata aquilo que um viajante inveterado sente.
"Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver."
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Viena - Centro Histórico
Entre os prédios barrocos daquelas ruas aparece imponentemente algo mais arrojado em formas redondas e vidros espelhados que deixa o seu marco de contraste naquela cidade, Haas Haus.
STEPHANDOM (Catedral de Santo Estêvão)
Praticamente visível de todo o centro histórico da cidade, ergue-se imponentemente a Stephandom, uma majestosa e gigantesca catedral, considerada uma das mais importantes do Mundo, de resplandece naquela cidade quase apertada por toda uma cidade vibrante que cresceu em seu redor. Obviamente tornou-se um dos pontos de maior interesse turístico da cidade e o pronto de encontro ideal para começar a explorar os seus encantados arredores. O estilo gótico que foi construída já lá nos longínquos séculos XII foi sendo alterado conforme as modas encontrando-se aqui e alem claras referencia ao barroco. Afinal vir a Viena é um aula ao ar livre sobre barroco e estilos associados. Além da gigantesca torre que, imediatamente os olhos são desviados para o magnifico telhado de ladrilho de várias cores parecendo uma tapeçaria estendia sob a catedral. Afectada pela Segunda Grande Guerra ainda hoje se vão vendo trabalhos de restauro aqui e além e desta feita foi-nos impossível passar além da entrada do Pórtico dos Gigantes e explorar o seu interior. A entrada é livre e o passeio e realmente muito compensador, felizmente foi-nos possível ver e fotografar o famoso púlpito gótico.
Interior
Interior
Apesar de não nos ter sido possível aceder ao seu interior, valeu a pena o passeio em seu redor, de forma a apreciar todo o seu esplendor e arte gravada na pedra. Em seu redor estão estacionadas várias charretes para turistas a fim de dar um passeio mais elegante por aquela zona, contudo os 80€ por 40 minutos afastam até as almas mais iluminadas e o passeio a pé foi bem mais compensador e barato.
Exterior

Exterior
Coordenadas:
- Visita gratuita e obrigatória
- Bem no centro da cidade com excelentes acessos, contudo o passeio a pé é o mais interessante
Mais sobre a catedral - clique aqui!
- Visita gratuita e obrigatória
- Bem no centro da cidade com excelentes acessos, contudo o passeio a pé é o mais interessante
Mais sobre a catedral - clique aqui!
MOZARTHAUS
É impossível passear pela cidade sem reparar ou até mesmo sermos abordados por alguém vestido a rigor para assistir a um qualquer concerto de música clássica. O pulsar daquela cidade definitivamente é ordenado sob um batuta de um qualquer maestro e o seu gosto particular desde à longos séculos tornam-na do expoente da música erudita que se vai vendo e ouvindo a quase cada virar da esquina. Estoicamente resistimos aos convites para tantos concertos, mas seria impossível não ir sequer visitar a Casa de Mozart. Apesar de estar a escassos metros da catedral não foi assim tão fácil dar com o museu em parte (des)ajudados pelo alemão magnifico que sabemos falar.
Johann Chrysostom Wolfgang Amadeus Mozart, de seu nome completo nascido no século XVIII em Salzburg (visita para uma próxima viagem) foi e será o génio da música. Desde criança começou a compor obras para cravo e a sua ascensão não tardou com obras fantásticas como A Flauta Mágica, Bodas de Figaro etc etc. Como de génio e louco todos temos um pouco Mozart não podia escapar e das inúmeras casas onde viveu em Viena, esta é a única que chegou aos nossos dias, devido aos devaneios de um jovem génio.
O museu está instalado na totalidade do edifico de 4 andares, apesar de não ser um museu espectacular não deixa de ser interessante saber algumas particularidades da vida e obra do autor (nenhuma das suas pautas tem uma razura, ou seja Mozart transcrevia para o papel a obra depois desta estar construída na sua mente!!). O áudio-guia em espanhol é bastante completo e ajuda a entrar neste mundo e a abrir as portas da musica clássica a um mero leigo. Não sei bem porque mas depois desta visita acho que me tornei fã incondicional de Mozart.


É impossível passear pela cidade sem reparar ou até mesmo sermos abordados por alguém vestido a rigor para assistir a um qualquer concerto de música clássica. O pulsar daquela cidade definitivamente é ordenado sob um batuta de um qualquer maestro e o seu gosto particular desde à longos séculos tornam-na do expoente da música erudita que se vai vendo e ouvindo a quase cada virar da esquina. Estoicamente resistimos aos convites para tantos concertos, mas seria impossível não ir sequer visitar a Casa de Mozart. Apesar de estar a escassos metros da catedral não foi assim tão fácil dar com o museu em parte (des)ajudados pelo alemão magnifico que sabemos falar.
Johann Chrysostom Wolfgang Amadeus Mozart, de seu nome completo nascido no século XVIII em Salzburg (visita para uma próxima viagem) foi e será o génio da música. Desde criança começou a compor obras para cravo e a sua ascensão não tardou com obras fantásticas como A Flauta Mágica, Bodas de Figaro etc etc. Como de génio e louco todos temos um pouco Mozart não podia escapar e das inúmeras casas onde viveu em Viena, esta é a única que chegou aos nossos dias, devido aos devaneios de um jovem génio.
O museu está instalado na totalidade do edifico de 4 andares, apesar de não ser um museu espectacular não deixa de ser interessante saber algumas particularidades da vida e obra do autor (nenhuma das suas pautas tem uma razura, ou seja Mozart transcrevia para o papel a obra depois desta estar construída na sua mente!!). O áudio-guia em espanhol é bastante completo e ajuda a entrar neste mundo e a abrir as portas da musica clássica a um mero leigo. Não sei bem porque mas depois desta visita acho que me tornei fã incondicional de Mozart.
Coordenadas:
- Situado muito próxima da Stephandom, fácil de localizar
- Visita obrigatória para todos os fãs do génio
- Museu com pouco acervo (pouco chegou aos nossos dias)
- Cerca de 7€, dispensável para aqueles que têm pouco dinheiro, tempo ou interesse
Mais sobre o msueu, clique aqui!
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Doces pecados de Viena
Não é só de beleza e imponência que vive Viena a capital da música. A sua atmosfera cultural rapidamente contagia aqueles que o espírito não é muito dado para essas andanças. Efectivamente a cidade é um pouco cara para as posses de um mero português, e resistir às suas tentações é complicado.
Infelizmente não me pude dar ao luxo de saborear os pratos da cozinha típica aústriaca mas a bem da verdade a sua doçaria exposta nas montras das milhentas pastelarias não deixa de ser um pecado até para os regimes mais austeros. Duas coisas me surpreenderam, em primeiro lugar a elegância dos cafés e pastelarias como se de autênticos palácios se tratassem e em segundo lugar o serviço prestado com algum requinte o que deixa sempre aquele toque especial.
Deveras a doçaria é muito boa e obviamente irresistível, impossível não provar o Sachertorte que após uma longa discussão sobre se as natas eram ou não acessório no doce, se descobriu que fazem realmente parte da receita pois os austríacos acham o doce um pouco "seco".
Goste-se ou não ao fim de passar por tanta loja de doces acabamos por ter já na mão umas embalagens de bombons (Mozart's que são divinais) que antes de serem oferecidos a quem de direito já haviam sido comidos ainda antes do regresso. Definitivamente Viena é uma doce e cultural sensação.
Mozart Café, em frente ao Albertina no Sacher Hotel
quinta-feira, 13 de maio de 2010
A Magia de Schloss Hofburg
Em Viena não é de todo difícil encontrar o centro histórico dada a imponência e a quantidade de edifícios imperiais que se vão desvendando a cada virar da esquina. Ainda nem tínhamos colocado os pés fora do jardim e já se avistava a famosa ópera mesmo ali quase paredes meias com o museu do Albertina e o enorme palácio do Hofburg. Efectivamente o que sobra nesta cidade é opção de escolha, desde o mais simples até aos intrincados Rococós, e a balança da justiça pesa infatigavelmente para o lado da carteira, especialmente quando vamos com o pilim quase contadinho.
Os afamados palácios imperiais não podiam deixar de estar presentes na nossa visita, e pela rua estreita praticamente sem carros seguimos o caminho pelo palácio de algumas centenas de metros até chegar à sua impressionante entrada. O Palácio Imperial de Hofburg (Schloss Hofburg) encontra-se bem no coração do centro histórico da cidade, praticamente todas as ruas vão dar a ele, e o seu gigantesco tamanho torna-o bem visível até aos mais distraídos. Foi a residência de inverno da casa imperial dos Habsburg durante 7 séculos, as suas 2600 salas testemunharam diversos estilos e inúmeras ampliações tendo sido até palco da anexação da Áustria à Alemanha por Hitler.
Antes da entrada passou-se pela Escola de Equitação Espanhola que apesar das boas recomendações de ver os cavalos no seu aquecimento que mais aprece uma valsa num estábulo que parece um salão de festas, as fracas economias não permitiram o acesso ao espectáculo.
A entrada encontra-se finalmente na Michaelerplatz onde sobressaem à vista as cúpulas de bronze esverdeado pelo tempo e que inteligentemente foram protegidas com rede electrificada impedindo aqueles ratos com asas dos pombos de lhe darem o seu contributo pessoal na decoração.
Aconselho a comprar o bilhete para ver as pratas, os aposentos imperiais etc etc, e felizmente existe um combinado para os 2 principais palácios por 22,50€. Iniciamos a visita pelas salas das pratas e dos ouros com um áudio-guia que já vem no preço do bilhete. Não é propriamente a zona mais chamativa do palácio, contudo diante de nós vão mostrando serviços de mesa, copos e talheres de ouro prata e platina, todo um luxo que aquela gente muito muito poderosa podia dispor durante séculos. Os guias são muito interessantes, explicam como se processava um banquete as normas e regras desde a colocação dos pratos até comportamentos. Entre os vidros está colocada uma mesa de banquete com o seu centro de mais de 30 metros de comprimento conforme ditava o figurino.
Ainda a visita ia a bem no inicio e o corpo já dava sinais de algum desgaste, aqui e ali uns bancos serviam de poiso para descansar e ganhar fôlego para o resto da jornada. Ao fim de mais de 30 salas de objectos de luxo lá apareceram as escadarias e uma nova visita. Creio que seja impossível visitar o palácio sem ser pelo mesmo percurso o que infelizmente acaba por tornar um pouco cansativa a visita. Entravamos agora no "mundo encantado" da Imperatriz Elisabete mais conhecida por Sissi. Sem dúvida uma imagem de marca na sua época imortalizada por alguns comportamentos um pouco estranhos, a sua loucura pela forma física que lhe fazia ter uma cintura de 51 cm, os seus longos cabelos que demoravam 3 horas a pentear e todo o seu charme que acabaram no seu assassinato por engano, imortalizando assim esta estranha monarca. São várias salas das suas jóias e dos seus vestidos, do famoso retrato com estrelas acabando na sua morte e em jeito de despedida ali mesmo de frente o estilete que lhe fora espetado no peito por engano e a matou.
Ao fim de mais de hora e meia finalmente entramos no palácio propriamente dito, visivelmente cansados ganha-se outro animo para ver os seus segredos. Para uns pode não passar de um simples palácio com riqueza iguais a muitos outros, para mim e creio que para aqueles que o visitaram é um marco inconfundível dos diversos estilos que a Europa viveu, das formas de viver da monarquia daquele tempo, das "inovações" da época como o ginásio e a casa de banho completa, de todo um luxo que praticamente é impossível conceber com que dinheiro aquilo foi pago. Além do mais foi um palácio que foi o centro das grandes mudanças na Europa, ali nasceu Maria Antonieta muitos anos antes de perder a cabeça, ali se fizeram as revoluções culturais com Mozart e outros tantos artistas que nas suas mais de 80 salas abertas ao público nos vão envolvendo nas suas histórias.
A visita acabara ao fim de mais de duas horas, cansados e com fome não restou mais forças a não almoçar ali mesmo encostados a uma parede deste grande monumento.
Dicas:
- Schloss Hofburg é um palácio enorme e convém visita-lo com tempo e apreciar toda a sua beleza;
- Chegar bem cedo, pois à nossa saída já se formavam filas consideráveis mesmo sendo Inverno;
- Comprar bilhete combinado Sisi Ticket
Links
sábado, 17 de abril de 2010
Quais os teus melhores Carimbos?
Os dias aquecem e está mais que na altura de planear as próximas partidas. Por este lado o plano A teve de ser adiado por falta de verbas, felizmente restaram o plano B e C que aguardam ainda alguns meses para começarem a entrar naquela contagem decrescente pré-partida.
E meus amigos, neste mundo tão incrível e por vezes tão cruel qual foi o lugar que vos deixou o maior e melhor carimbo?







