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domingo, 22 de julho de 2012

Cabo Verde não é as Caraíbas!!


Antes de começar a entrar nos post sobre a minha viagem a Cabo Verde decidi fazer aqui um pequeno parêntesis sobre este país que tem vindo a ser um dos destinos de férias de muitos e que poderá vir a ser para outros tantos. Podem até achar estranho o título que dei a este referido post, que surge com a ideia de clarificar algumas ideias e preconceitos que tenho ouvido por muita boa (nesta caso, má) boca!!

É verdade indiscutível que Cabo Verde não é as Caraíbas, em primeiro lugar porque Cavo Verde fica em África e as caraíbas na América!! Podia até jurar que isto seria factor mais do que suficiente para fazer compreender muito boas almas de que uma coisa não se pode comprar com a outra, pois realmente muito pouco tê até mesmo em comum. Qualquer alma mais do que esclarecido chega à feliz conclusão que sendo a geografia diferente vai precisamente encontrar ilhas diferentes, clima e cultura e obviamente uma oferta turística diferente. Caros viajantes, estamos em África, há que ser mais do que razoáveis. 

Muitas opiniões de quem conheceu este magnifico país assentam basicamente nos mesmos pressupostos:

  • Cabo Verde é um deserto, é só areia não tem absolutamente nada para ver!
  • A oferta turística é extremamente fraca.  

Para aqueles que planeiam fazer as suas férias neste arquipélago eu acho que são dois factores mais do que suficientes para demover até a alma mais motivada em viajar para aquelas paragens. Mas será verdade isso mesmo?
Não vos vou dizer que essas duas opiniões que referi são puramente mentira, pois aí estaria mentindo também, são simplesmente uma visão muito redutora de pessoas pouco informadas e de quem não saiu do resort (que acreditem é 99% de todos os turistas).


 Começamos então a desmanchar o último mito. é verdade que a oferta para o turismo de massas é bastante melhor nas caraíbas do que em Cabo Verde e isso explica-se de uma forma mesmo muito simples. As caraíbas recebem turismo americano e de pessoas com algum poder de compra e fazem-no há muitos mas mesmo muitos anos. A combinação de dinheiro com experiência acumulada ao longo dos anos só se podia traduzir numa oferta turística bem mais variada e com uma qualidade mais elevada. Por seu lado Cabo Verde só começou há poucos anos a abrir-se ao mundo, recebendo cada vez mais turistas e por conseguinte a variar e a aumentar os seus padrões de qualidade. Hoje em dia já se vão encontrando bons hotéis e resorts e a tendência será para a aumentar ao longo dos próximos anos. 

Por último queria explorar o mito de que Cabo Verde é um deserto cheio de areia sem nada que ver. A explicação mais lógica está logo à vista para quem se dê ao trabalho de ver o mapa do Mundo, o arquipélago está na mesma linha do deserto do Sara, influenciando fortemente o seu clima e vegetação em especial as ilhas do Sal e da Boavista, ambas muito secas e arenosas assim como ventosas. Para aqueles que vivem só de resort, praia e piscina e desse mundo controlado não se atrevem a sair, temo em dizer que têm toda a razão, mas ... existem outras 8 ilhas?!
É verdade caros leitores, para aqueles que se atrevem a explorar outras paragens e outras ilhas, abre-se um leque de cultura, natureza e interesse extremamente vasto. Se do mesmo modo que há ilhas bem desérticas também as há bem verdes, luxuriantes e tropicais. Cada ilha tem o seu encanto, a sua natureza e as suas praias e gentes dispostas a serem descobertas e acreditem, quem tiver disposto a sair do mundo do turismo de massas ai encontrar um país extremamente variado e motivador. Não acreditam? Espreitem só as 3 fotos que vos deixo aqui neste post, cada uma em sua ilha.


Assim concluo esta postagem dizendo: Cabo Verde é bastante rico e variado. Oferece aos que o exploram um conjunto de ilhas cada uma com sua cultura e beleza bem próprias, vibrante e contagiante. Todas as ilhas são habitadas por um mesmo povo que nos recebe sempre com o maior sorriso nos lábios e coma sua música melancólica e contagiante. O seco e desértico passa rapidamente ao verde e luxurioso à distância de uns minutos de avião e tudo num mesmo país. Como descobrir? Fácil fácil, deixar cair as barreiras e os preconceitos, informar-se antes da partida mas a acima de tudo explorar as suas ilhas e as suas gentes. No final voltem para contar se não valeu a pena!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Carimbo no Passaporte no Facebook!



Como não podíamos deixar passar toda esta onda tecnológica, o Carimbo no Passaporte aliou-se hoje às redes sociais e abriu a sua página no Facebook (depois de várias tentativas falhadas parece que desta foi de vez!!!).
Assim deste modo o Blog fica ao alcance de todos com novas funcionalidades que complementem e divulguem a missão deste projecto que é dar a conhecer Mundos ao Mundo. Podem agora explorar os álbuns mais completos de fotos sobre os locais no blog abordados e partilhar opiniões e relatos de viagens.
Aguardo a vossa visita e já sabem .... BOAS VIAGENS!

domingo, 8 de julho de 2012

Cabo Verde - No Stress


Conhecer Cabo Verde foi um sonho que se foi materializando na minha cabeça ao longo dos anos, desde que lia aqueles livrinhos de aventuras juvenis que se passava nestas ilhas africanas que cresceu a minha vontade de de conhecer este país e o amor que tenho pelos trópicos, África e locais bem mais quentinhos que a velha Europa. Depois de vários anos a sonhar com conhecer tão longínquas paragens lá finalmente acabava por conhecer aquela terra árida, quente de mar muito azul com um dos povos mais amáveis do planeta.

Post it de Cabo Verde

Na grande blogoesfera sobe o mundo das viagens e destinos, esta tão peculiar terra quase que nunca é contemplada, são muito raros os posts que falem das suas maravilhas e das suas paisagens, por isso crendo que muitos possam até nem conhecer onde fica este lindo arquipélago vou-vos contar um pouco da sua história, que claro, começa em Portugal.



 Cabo Verde é um arquipélago africano de origem vulcânica, constituído por um conjunto de 10 ilhas a 640 km da costa do Senegal, costa onde se encontra o verdadeiro Cabo Verde que deu nome ao arquipelago, porque este de verde até tem muito pouco!
Quando foi descoberto em 1460 por Diogo Gomes, as ilhas eram desabitadas e sem indícios de vida humana anterior, Como teria sido descobrir 10 ilhas virgens paradisíacas ao seu jeito naqueles tempos?? Cabo Verde foi colónia de Portugal desde a sua descoberta até 1975, ano da sua independência.

Capital: Praia
Lingua: Portugês oficial e crioulo entre a população
Moeda: Escudo Cabo Verdeano (1€ = 110 $)
Clima: Tropical Seco
lhas do Barlavento: St Antão, S. Vicente; Stª Luzia, S. Nicolau, Sal e Boa Vista
Ilhas do Sotavento: Maio, Santiago, Fogo e Brava

Depois de estudada a geografia do país lá me fiz ao ar e numa curto voo de Lisboa em menos de 5 horas já se avistava os contornos bem áridos da ilha do Sal contornados pelo azul intenso do Atlântico que banha aquelas ilhas. Até há muito pouco tempo a ilha do Sal era a principal porta de entrada dos voos internacionais para o arquipélago, até ter aberto o novo aeroporto da cidade da Praia. Por essa razão e para aproveitar as suas boas praias foi na Ilha do Sal que se fez o quartel general das férias e onde fiquei hospedado.

Chegada ao aeroporto Amilcar Cabral

e o acondicionamento particular das malas no transporte para o hotel!!!
Assim que o avião chegou a terra e as suas portas se abriram é impossível negar o calor desértico com que fomos confrontados, não era a primeira vez nos trópicos mas na zona seca o calor é especialmente abafador, um óptimo indicio para uma férias bem relaxadas e cheias de surpresas. Acomodados numa carrinha van que nos ia levar até ao hotel a diversão dos passageiros foi tentar adivinhar qual seria a mala que saltava do carro atrelado à carrinha onde iam as nossas malas empilhadas!!!!
O caminho do aeroporto até ao hotel é sempre em linha recta e dura cerca de 20 minutos, a paisagem?! essa é mesmo desértica, areia, pó e terra. Creio que foi só nesta altura é que muitos turistas se apercebem que Cabo Verde não é as caraíbas e começa a desilusão!! Mas nisso falarei noutro post.

Hotel Riu Garopa e Funaná

  
Este enorme resort que engloba os Hoteis Riu Garopa e Riu Funaná fica situado a sul da Ilha do Sal nas redondezas da Vila de Santa Maria do Sal. É um enorme complexo de 5 estrelas (o maior de Cabo Verde) em regime de Tudo Incluído, mas mesmo tudo incluído!!! Tem todas as mordomias de um hotel moderno com vários restaurantes, bares, Spa, várias piscinas enormes, buffets etc etc. Fica bem perto da linha da praia com as suas águas muito azuis e quentes onde passamos algumas horas bem relaxantes na companhia de amigos que fomos conhecendo. Gostei imenso do hotel e das suas condições, provavelmente o ponto mais negativo acaba por ser a alimentação que ao fim de alguns dias parece um pouco repetitiva, contudo não se pode ser exigente pois estamos numa ilha muito seca e sem qualquer recurso natural além do mar onde tudo mas mesmo tudo tem de ser importado de outros países e ilhas (até água engarrafada). 
O dia da chegada resumiu-se simplesmente ao arrumar as malas, dar um mergulhinho numa das muitas piscinas e fazer o reconhecimento deste gigantesco complexo ressaltando a linda decoração de todo o hotel.

Entrada para os edifícios dos quartos


 
   










quarta-feira, 27 de junho de 2012

Portinho da Arrábida - Praias de Portugal


Finalmente o Verão começa a dar as caras pela Europa, em especial aqui no nosso cantinho onde os termómetros nestes últimos dias teimaram em rondar os 40º!!! E enquanto São Pedro não nos troca as voltas com a meteorologia lá vamos aproveitando ao máximo a época de banhos apesar de ainda não estar muito ao meu gosto.

É sabido (e quem não sabe já o devia saber) que Portugal tem quilómetros de costa centenas ou quem sabe milhares de praias, para todos os gostos e temperaturas. De longos areais às mais rochosas, dos do bulício da cidade às bem desertas. Mas quando uma dessas praias quase desertas um quase paraíso idílico se encontra mesmo às portas de uma capital europeia? Tão pertinho de Lisboa esconde-se esta joia que dá pelo nome de Praia do Portinho da Arrábida.

 
A 12 km da cidade de Setúbal, por estradas nem sempre muito fáceis de conduzir, está a paradisíaca praia do Portinho da Arrábida. Para lá chegar pede-se um pouco de moderação ao volante, mas conforme a mata Atlântica desta serra vai deixando ver bem lá no fundo o azul limpo das águas das suas praias torna-se difícil controlar a ansiedade de chegar. Lá em baixo junto do mar entre areia fina e rochas estende-se um mar bem azul, daqueles tropicais mas com água bem mais fria (não chega a gelar mas também não é como a das caraíbas) o sossego de quem vai durante a semana quase que nos leva a permanecer ali dias ou meses, é simplesmente uma praia magnifica.
Dizem os entendidos dos fundos do mar que a fauna e a flora submarina são de extrema beleza, das mais ricas da Europa com milhares de espécies, mas para aqueles que não são dados a essas aventuras, um clássico mergulho naquele mar serve para retemperar as forças e o animo. As palavras não descrevem aquilo que se vê, e as fotos não lhe fazem justiça mas deixo-vos aqui com algumas para abrir o apetite e ir em busca do excelente litoral português.

 
 
   

terça-feira, 19 de junho de 2012

Praga!! Porquê e Opinião Pessoal ...


Não sei se ainda restam algumas duvidas de que a cidade de Praga ficou realmente marcada na minha memória como um dos locais fantásticos que visiteis nestes últimos tempos. Eu sei que tenho sempre muita dificuldade em eleger um sitio como preferido pois na realidade eu gosto sempre de tudo em todo o lado. Mas agora arrisco a dizer que Praga ficou com meu TOP 10 ... pelos menos por enquanto!!

Depois deste já longo post sobre a capital da República Checa (para os que ainda não apanharam é Praga) creio que a melhor forma de o terminar será fazer um review daquilo que esta viagem me proporcionou, dos bom e do mau que vivi, do que aprendi ou podia ter deixado para trás do realmente vale mesmo a pena gastar sola de sapato para ir ver ou até trocar esse local por uma boa cerveja numa esplanada.  
Obviamente que falo isto da minha experiência pessoal e daquilo que a mim me foi mais marcante, longe de tecer quaisquer opiniões ou influencias por isso deixo-vos com a minha opinião pessoal sobre a viagem e se houver dúvidas e discordâncias nada como ir ver pelo próprio pé...

Quando: Fui a Praga num muito frio mês de Março, apesar dos rigores do Inverno já terem passado ainda fez muito frio e alguma neve, mas nada que atrapalhasse!

Como: Praga foi o ponto de partido para conhecer outras cidades e países como Áustria, Hungria, Eslováquia que são facilmente acessíveis por comboios ou Bus. Contudo Cheguei a Praga de avião vindo de Frankfurt pois não há voos directos ou low cost de Lisboa. Na hora de decidir é provavelmente o factor que mais pesa na carteira. Dado ser ligeiramente dispendioso chegar até à cidade mas em compensação de ser um bom ponto de partida para conhecer outros lugares atribui-se nota 3

Oferta Cultural

Por incrível que possa parecer a cidade de Praga conservou-se ao longo dos séculos e deixa para os dias de hoje um grande, senão mesmo. gigantesco arsenal de monumentos, obras de arte, igrejas, museus ... excelentemente conservados que são um testemunho vivo desde a época medieval até ao início do século XX com a sua Belle Époque sem esquecer o faustoso Barroco que caracterizou o império. Para os fãs e entusiastas destas épocas é uma das cidades mais imperdíveis  da Europa. Contudo em termos de oferta cultural mais contemporânea torna.se bastante mais complicado encontrar, mas não creio que faça qualquer falta com aquilo que a cidade nos tem para oferecer. Deste modo em termos de oferta cultural atribuo a Praga nota um valor de 4.

Comer, Beber e Divertir-se  

Para os amantes de uma boa cerveja e de um bom naco de carne bem-vindos ao paraíso. O que não falta na cidade são bares e restaurantes, imensos e muito bem localizados, difícil mesmo é escolher mas acreditem que se passam bons momentos em qualquer um deles. Come-se bastante bem em Praga, creio que foi dos poucos destinos nos quais não entrei em qualquer cadeia de fast-food pois a oferta gastronómica é muito boa e a preços muito acessíveis. Se fugir um pouco da Praça da cidade velha pode-se jantar bastante bem por cerca de 8 € por pessoa. Para aqueles que gostam de umas noitadas a oferta é bastante boa e variada, apesar de não ser uma noite como a de Lisboa ou Barcelona existem bastantes discotecas de muito boa qualidade com boa música, para os mais calmos os bares ficam abertos até tarde. Nota 4,5 

Mover-se 
Como qualquer capital europeia Praga dispõe de uma rede de transportes que nos levam praticamente a qualquer lado, desde metro, eléctrico, comboio ou bus. A maior dificuldade prende-se na língua e no alfabeto diferente que por vezes tornam um pouco mais complicado fazer-se entender e pedir ajuda, mas nada de complicado e acabamos sempre por chegar onde pretendemos. O centro histórico é plano e sem carros e podemos vaguear à vontade pelas suas lindas ruas. Nota 3,5   

Compras e souvenirs 

Um pouco de tudo em todo o lado, o preço do euro equivale a cerca de 27 coroas e atendendo ao custo de vida as compras e souvenirs são muito acessíveis e se comparar-mos com o resto da Europa são mesmo muito baratos. existem montes de lojas na cidade velha e souvenirs muito interessantes e um dos locais onde gostei mais de fazer compras foi na Ponte de Carlos com os seus pintores e artesão que vendem um pouco de tudo. Foi até ao momento a única cidade onde me dei ao luxo de comprar recordações para toda a família e todos os amigos e ainda me sobrar dinheiro no final. Nota 5  

Pontos Positivos:
  • Oferta cultural ampla e muito bem conservada que deve agradar a qualquer pessoa;
  • Custo de vida mesmo muito acessível;
  • Dos poucos lugares onde se pode comer e beber e sair a noite sem dar desfalque na carteira;
  • Fácil de visitar tanto a pé como de transportes públicos;
  • Alojamento variado e a preços convidativos;
  • Excelente ponto de partida ou de chegada para visitar o Leste Europeu.
Pontos Negativos:
  • Não há voos directos pelo que se torna mais cansativo e caro chegar até Praga;
  • Invernos rigorosos com muito frio e no Verão por vezes há multidões de turistas;
  • Língua pode ser um problema pois nem sempre as pessoas compreendem algo alem do checo;
  • Não são o povo mais afectuoso e ao primeiro contacto tornam-se extremamente frios e arrogantes, mas não será isso a estragar as férias.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Praga - Cidade Nova e pela noite dentro!


Ainda estou por tentar arranjar uma explicação cientifica para solucionar o problema da falta de tempo durante as férias, para fazer tudo o que queria e da forma como o mesmo voo sem se dar conta! Infelizmente estava já na recta final esta viagem que aliara amizade, cultura e divertimento e que me deixou muitas saudades.
Faltava ainda conhecer uma parte de Praga, a Cidade Nova, que só é nova de nome pois foi fundada em 1348 sendo uma zona onde moravam preferencialmente mercadores e artífices. O modo como hoje a vemos mudou muito nos últimos 200 anos  quando a original foi destruída para dar lugar à actual.

Visão da Cidade Nova desde a Ponte de Carlos

Saindo mas medievais ruas de Praga, esta parte da cidade é mais dinâmica, mais moderna, com mais transito e comercio, sem nunca perder a beleza que toda a cidade emana e revelando que Praga soube passar por várias épocas histórias preservando os seus testemunhos até aos nossos dias. 
Seguimos a margem do rio Moldava, meio sem destino mais numa onde de descoberta, ora  admirando os esplêndidos edifícios de vários estilos ou magnifica paisagem da outra margem do rio, num passeio muito agradável.

Teatro Nacional 


De toda a margem do rio este é definitivamente o edifício mais bonito e imponente que podemos encontrar. A sua elegância contrasta com a poluída e negra fachada que pede umas obras muito urgentes, mas mesmo assim não deixa de tirar o brilho ao mais bonito teatro checo.
Foi inaugurado em em 1883 dois anos após a reconstrução depois de um violento incêndio que havia deflagrado uns dias antes da inauguração prevista.
Começo a achar que a construção de salas de óperas megalómanas acabam por dar para o torto, oral lembram-se da Opera do Tejo construída em 1755 sendo a maior do mundo e passadas algumas semanas da inauguração que aconteceu? O Terramoto! Esta pelos vistos ia tendo um fim parecido!!!
Não pude entrar no seu interior pois só está aberto para espectáculos mas consta que é magnifico.


Dancing House


Continuando a nossa demanda pelas margens do rio, rapidamente a visão se prende no mais fantástico e louco prédio de toda a cidade. A Casa Dançante ou Ginger & Fred são alguns dos vários para o Nationale - Nederlanden, do famoso arquitecto Frank Gehry construído em 1996. Gostos à parte, eu gostei muito de ter encontrado um dos mais belos edifícios da arquitectura contemporânea. Também não se pode vistar o  seu interior pelo que ficamos só de passagem para tirar umas fotografias antes de entrar no interior da cidade nova, ver as suas lojas e avenidas e o bulício de uma cidade moderna.

  
Museu Nacional
  

Andando pelo centro da cidade e já na movimentadissima Praça de Venceslau, encontra-se no seu topo o imponente e enorme Museu Nacional construído em 1890 como afirmação triunfal do revivalismo checo. Guarda no seu interior várias exposições mas dizem que há salões onde o próprio salão é mais emblemático do que a própria colecção que acolhe. Por azar já tinha fechado há hora que chegamos perto da sua entrada. Link: www.nm.cz

Rapidamente caiu a noite naquela muito fria cidade, foi o tempo de um lanche e telefonar para um dos nossos amigos espanhóis e ir beber umas cervejas num bar e surgir  convite para uma grande noitada!!

E à noite em Praga!!
 
 Até se podia dar o caso de alguém pensar que por ser um ais do Leste Europeu e muito frio nesta altura do ano Praga não teria vida nocturna, mas nada mais longe da verdade. A cidade, e em especial as zonas mais turísticas, está repleta de restaurantes e bares abertos até tarde com preços não muito elevados que convidam a descansar de um longo dia de turismo. Há também vários clubes nocturnos e discotecas por toda a cidade e arredores e claro foi num clube desses que fomos acabar a noite de despedida de Praga com os nossos amigos espanhóis.
Não me perguntem como nem onde fui porque não me lembro, só sei que andei bastante tempo de comboio. Entramos num clube enorme, muito bem decorado moderno, raparigas lindas (ai as checas aiiiii) uma banda com música ao vivo e mais para o meio da noite musica electrónica. Resumindo a noite começou com muito álcool e acabou com a minha desgraça tal bêbedo em fase terminal, que fez e disse disparates a noite toda (ainda hoje os meus amigos lançam piadas). Não me perguntei como acabou a noite nem como entrei naquele bus com uma rapariga de ar duvidoso que levava o grupo de regresso ao centro da cidade. Como devem calcular, caros blogueiros, não vou postar nenhuma foto dessa noite porque são muito comprometedoras! Mas posso dizer que a noite em Praga é bastante boa.

    
Não sei quanto tempo dormi nessa noite, mas creio que não mais de 3 horas. Com uma ressaca do tamanho do mundo lá me levantei e arrumei minha mala, fiz o check out e fui passear para o centro da cidade num dia cheio de sol e calor, parecia uma Primavera em Portugal, fora o derradeiro adeus a esta cidade  5 estrelas que adorei e entrar no avião de regresso à Alemanha. 

Até Breve Praga!!!

sábado, 3 de março de 2012

Bairro Pequeno, arredores do Castelo de Praga


Se depois de tanto e andar por Praga já não restarem mais forças, sequer para tirar uma fotografia, nada melhor do que dar o devido descanso às pernas e sentar num dos muitos miradouros em redor do Castelo. Lá bem em baixo surge um enorme tapete de telhados vermelhos salteados pelas centenas de torres até onde a vista alcança. Afinal Praga é mesmo a cidade das 1000 torres, acabamos consentidamente por acreditar enquanto apreciamos tal paisagem.
Não é preciso dizer que as vistas em redor do castelo são para lá de soberbas, muito menos é possível mostrar a quantidade de fotografias que se tiram para não se perder nenhum pormenor na memória. é do topo daquela colina que podemos apreciar a elegância dos seus monumentos que ao longo dos dias fomos visitando e concluir que foi o melhor lugar da cidade para terminar esta magnifica viagem por 3 países!

 Apesar de arrebatados pelas vistas daquele local, não é só disso que vive a área que rodeia o Castelo de Praga. Nessa zona bem mais calma da cidade, e longe dos montes de turistas como na Cidade Velha, vão-se descobrindo tesouros bem preciosos da cidade. Bem perto começa a descer (ou a subir) o pitoresco Bairro Pequeno com as suas casas que se mantêm praticamente inalteradas ao longo dos séculos. Ainda bem no topo da colina fomos passear pelas redondezas, visitar alguns palacetes e imensas igrejas.


 






 













 







Loreto

Bem perto dos portões principais do Castelo de Praga e andando só umas quadras nas ruas tranquilas encontramos um magnifico edifício de estilo Barroco que nos chamou a atenção. Este importante local de peregrinação construído em 1626 que acolhe no seu interior um réplica da santa casa, local onde Maria soube que esperaria um filho. Independentemente da verdade que rodeia ou não esta casa o complexo merece uma vista para admirar as suas obras e tesouro. Link


 Bairro Pequeno

Se como diz o ditado "o que sobe também desce", a paz e o sossega do alto da colina do Castelo estavam condenados ao regresso ao bulício da cidade baixa. Um enorme escadaria que ladeia o castelo (e que longa) fez honras de entrada no Bairro Pequeno, uma zona que não vê construções novas desde o século XVIII e que conserva nos dias de hoje magníficos palacetes barrocos com os seus curiosos brasões destes vários palacetes que descem toda a encosta do castelo até ao rio. 
Ao longo da rua Nerudova as suas construções são cada vez mais refinadas, dando a sensação de que sena cidade velha se vive um tempo medieval, aqui nesta zona a extravagancia do barroco é absorvente e digna de um qualquer filme de época. Apesar de haver um ou outro palácio a ser visitado e algumas igrejas dediquei-me a apreciar a vida no bairro, apontando mais um motivo para brevemente voltar a esta encantadora cidade.

É inegável que o grande atractivo desta zona e em especial da rua Nerudova são as fachadas dos seus edifícios, o colorido das casas dá um ambiente quase festivo à rua lembrando os tempos do exagero e da pompa que se viviam nos séculos XVII e XVIIII. Como se não bastasse tanta beleza destes tantos palácios, rapidamente me prendeu a atenção os seus elaborados e engraçados dísticos que quase todos tinhas nas suas fachadas. Alguns elegantes e extremamente trabalhados, outros com mais sentido de humor como animais ou verduras, que além de embelezarem a fachada dos palácios serviam como referencia a quem pertenciam ou à função para que tinham sido construídos.


Igreja de São Nicolau

 
 Apesar de a sua cúpula de poder em determinados momentos ver entre o labirinto de ruas, foi com surpresa que na minha demanda em descer aquela rua elegante, reparei que estava em frente a uma das obras primas do Alto Barroco de Praga. Esta magnifica igreja divide em duas praça do Bairro Pequeno sendo o edifício mais elegante de todo o bairro e na minha opinião a igreja mais bonita da cidade. Terminada no ano de 1761 nenhum dos artista que a projectaram a pode ver concluída, mas hoje em dia podemos apreciar toda a quantidade de arte desde pintura a escultura que se esconde dentro e fora das suas paredes. Infelizmente o tempo escasseou para visitar com mais pormenor a igreja naquilo que apelidei como curso "Prático às Artes Decorativas" que tinha vindo a fazer desde o inicio da viagem e que me faz sentir hoje capaz de discutir ao mais alto nível assuntos destas artes decorativas (ou então não)!! Link

 Sem se dar conta que o tempo passa e os pés vão caminhando já em modo automático, repentinamente me deparo com um aumento do bulício com mais pessoas e carros. Regressava lentamente ao coração da cidade, já se conseguia ver o rio entre as ruas e um olhar para traz fez-me ver o quão alto aquele castelo estava e como tinha mesmo muito valido a pena visitar aquela parte da cidade, deixando a promessa bem vincada que um dia voltaria para ver tudo de novo e muito mais. Mesmo de frente abria.se novamente a ponte de Carlos, tantas vezes já atravessada nunca sem perder o seu encanto. Passei para a outra margem mas em vez de rumar para a cidade velha decidi virar à minha direita e descobrir outra parte da cidade, antes ainda do anoitecer, noite essa repleta de surpresas muito mas mesmo muito divertidas...