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domingo, 2 de dezembro de 2012

Onde está D. José I - Restauro da estátua de D. José I na Praça do Comércio


Interrompendo a nossa viagem por Cabo Verde, cabe hoje dar um saltinho à nossa estimada Lisboa. Hoje foi dia de dar um passeio pela baixa pombalina, comprar umas coisinhas para a casa nova, uns presentes de natal e tirar umas fotos. Apesar do frio gélido que se fazia sentir, o magnifico Sol convidada a umas fotos no Terreiro do Paço e aproveitar os seus raios mornos, que têm vindo a ser escassos. Contudo qual não foi a minha surpresa quando entro na maior praça da Europa e vejo que o alinhamento perfeito entre o Rossio, Rua Augusta e Terreiro do Paço estava quebrado!! A estátua equestre de D. José I havia desaparecido num emaranhado de andaimes - restauro!!! (finalmente).

Um pouco sobre a estátua!
Após o devastador terramoto de 1755, Lisboa estava empenhada em renascer das cinzas e dos escombros, que sob a direcção do Marquês de Pombal tomou os contornos que hoje conhecemos e que na altura fora considerada a cidade mais moderna do Mundo. A coroar toda esta obra megalómana está o Terreiro do Paço como a porta triunfal da cidade que sempre esteve ligada ao mar. Em 1775 é inaugurada a estátua equestre de D. José I, rei na altura do Terramoto sobe o cinzel de Machado e Castro. Apesar do rei se ter negado a pousar para a escultura e esta ter sido feito com base em retratos é um dos grandes símbolos desta praça gigantesca, que está repleta de alegorias que devem ser exploradas.

Sem nunca perder o seu porte ao longo destes quase 3 séculos,  bronze foi ficando verde e esta estátua já urgia de um enorme restauro. Graças ao World Monuments Fund – Portugal. finalmente dentro de alguns meses poderemos ver outro brilho nesta já muito charmosa praça. Infelizmente até Agosto de 2013 quem nos visitar terá este belo exemplar assim:
Mas nem tudo são más notícias: os painéis que cobrem a obra foram pintados pelo artista Bernardo Carvalho e apresentam pinturas em preto e azul sobre a estátua, sua concepção e época histórica. A informação que está em inglês e português é concisa mas confesso que as pinturas estão excepcionais e que merecem uma visita mais de perto. Deste modo, apesar da sala de visitas de Lisboa estar em obras não deixam de haver motivos para visita-la!

Estão disponíveis mais fotografias no facebook do blog - Facebook Carimbo no Passaporte

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Sabores do Mundo - Cachupa


Porque também se viaja pelo paladar, pelas cores e pelos odores de refeições exóticas inaugura-se no Carimbo no Passaporte uma nova secção que decidimos chamar: Sabores do Mundo
Estando estes últimos posts dedicados às ilhas de Cabo Verde nada mais justo do que falar-vos da sua extraordinária cozinha. 
A Cachupa é sem sombra de dúvidas o prato nacional de Cabo Verde, soborasa e consistente pode ser encontrada nos diversos restaurantes e tascas por todas as ilhas. Uma mistura pesada de feijão e milho entre outros condimentos que a pode levar a ser Rica (com carnes) ou Pobre (com peixes). Independentemente do seu valor é um prato que enche a barriga e a alma e se ainda sobrar dizem que é um excelente pequeno-almoço após uma noite de folia africana!!
Para os mais aventurreiros e pilotos de fogão deixo-vos a receita e depois se correr bem podem, claro está convidar para jantar!!!
Se mesmo assim as aventuras com as panelas não são o vosso forte (tal como eu) mas ficou a vontade de provar este maravilhoso prato, é só perguntar onde que tenho excelentes sugestões.

Ingredientes: 
Milho e feijões: 4 xícaras de milho cochido (pilado, sem farelo); 1 xícara de feijão-pedra; 1 xícara de favona; ½ xícara de feijão-manteiga
Carnes e enchidos: 1 galinha; ½ kg de entrecosto, 2chouriços de carne;2 farinheiras; ½ kg de toucinho entremeado; 1 chispe
Hortaliças:1kg de repolho; 1kg de banana verde; 1kg de batata; 1kg de tomate maduro; 4 cebolas; 4 dentes de alho 2 folhas de louro; 1 ramo de coentros
Gorduras: 1dl de azeite; 1/4kg de bacon
 
Preparação: 
1 -Coze-se o milho e os feijões, previamente demolhados, em água temperada com azeite, uma cebola às rodelas, 2 dentes de alho picados e uma folha de louro.
2 – Noutro tacho, cozinham-se as hortaliças com o entrecosto e o chispe que também devem ficar de molho.
No fim colocam-se os chouriços e deixam-se cozer. As farinheiras deverão ser cozidas à parte, em lume brando para evitar que elas rebentem.
3 – Leva-se um tacho ao lume com azeite, alho e cebola picados e faz-se um puxado (refogado).
Junta-se a galinha cortada aos bocados e temperada com sal e piripiri. Junta-se água.
Acrescenta-se o tomate desfeito e deixa-se apurar.
4 – Noutro tacho, faz-se um puxado com azeite, cebola e alho.Junta-se o louro e bacon em tiras fininhas. Depois de pronto, junta-se-lhe parte das carnes e dos
enchidos cortados.Refresca-se com vinho branco.
Junta-se o milho e os feijões escorridos e um pouco da água onde cozeu a carne e os legumes. Deixa-se apurar. Junta-se o repolho e, perto do fim, coentros picados.
5 – A cachupa está pronta para servir numa travessa grande e funda. Enfeita-se com rodelas de chouriço, toucinho e farinheira.
Noutras travessas dispõem-se as hortaliças, batatas, banana verde e o restante repolho

domingo, 4 de novembro de 2012

À Descoberta da Ilha do Sal - Buracona e Pedra Lume


A nossa estadia naquelas ilhas calorosas já tinha sido brindada com magníficos dias de praia e mar azul muito quente e com o estabelecimento de novas amizades com os quais passamos o resto das nossas férias num clima de grande divertimento e descontracção. 
Apesar de tudo nunca fui pessoa de passar grande dias na praia e muito menos estando fora do meu país, com tanto que fazer e ver não me poderia dar a esse luxo (apesar de saber que em Cabo Verde não se faz muito mais além do relax, pelo menos pensava eu...). Decidimos então que deveríamos descobrir os outros encantos desta pequena ilha e depois de muito ponderar optamos por ir num tour daqueles organizados pois queríamos ir todos juntos e óbvio sem nos perdermos.

Porto de Palmeira
De manhã cedo já nos esperava na porta do hotel uma carrinha van, um pouco maior que mais parecia carrinha de escola meio desengonçada que quando saiu a única estrada da ilha e começou a percorrer os trilhos de terra batida a coisa começou a ficar bem cambaleante!! O primeiro ponto de paragem foi Palmeira, uma vila bem pequena actualmente onde fica o porto de mercadorias da ilha (onde tudo entra e pouco sai) o porto pouco tem de interessante para nos mostrar alem de uma pequena capela. Ainda havia a intenção de visitar uma escola local mas já não sei porque motivo esta encontrava-se fechada. Não nos perdemos muito tempo pela vila, o suficiente para tirar algumas fotos, beber um café e claro algumas lembranças cá pra casa!!


Buracona e Olho d'água
Ja com o calor a apertar deixamos Palmeira para traz assim como a sua única estrada digna desse nome para entrar num outro mundo, numa outra paisagem ainda mais árida e inóspita, quase parecia um tour na face de Marte mas ladeados de um mar azul e de muita poeira, mesmo muita. O destino era Buracona e o incrível Olho d'água uma enorme surpresa escondida no meio de tanta aridez. A Buracona são piscinas naturais que se formaram à conta da força do mar na rocha vulcânica, um deleite para os olhos no meio daquela paisagem extra terrestre que convida um banho super refrescante. Infelizmente a água estava meio suja, devido às chuvas dos dias recentes (sim leu bem choveu na Ilha do Sal coisa que não acontecia ia para 20 anos). Deixo-vos com uma foto tirada por mim e outra nos dias em que a buracona é irresistível.
 
 
 Caminhando pelo basalto irregular alguns metros; Dica: Por mais que apeteça andar de chinelo naquele calor todo este percurso é algo perigoso pois é atreito a quedas dada a irregularidade do piso, então anda como levar uns ténis velhos!!! acabamos por chegar na orla de um buraco que esconde o mais precioso segredo da ilha. Ali bem debaixo dos nossos pés olha-nos o OLHO D'ÁGUA uma caverna sub-aquática de vários metro de profundidade na qual os raios de sol incidem pelas 11h formando um lindo e idílico olho azul, um verdadeiro fenómeno da natureza. Para mergulhadores experientes existe mergulho na caverna com saída no olho (como aconteceu na altura) e dizem que a visão em baixo de água é ainda mais surpreendente.


 


Permanecemos um pouco naquele local, extasiados com o azul turquesa que havíamos observado, o próximo ponto de paragem foi Espargos a capital da ilha mas que não nos mostrou qualquer interesse nem digno de registo fotográfico, optei mesmo por um café numa esplanada a ouvir uma magnifica morna. 
Chegava então a hora de partir para uma das mais aguardadas visitas do dia, sem antes passarmos por uma zona desértica e ver algumas miragens.



Por mais incrível que pareça, naquele local mais que ermo rodeado por coisa nenhuma estava simplesmente acampado um bando dos nossos amigos senegaleses super hiper mega chatos a tentar vender de tudo um pouco. Aposto que até areia do deserto devem ter tentado vender para algum turista mais drunked.

Salinas Pedra de Lume

A maior elevação da ilha começa a ganhar forma e contornos cada vez mais pronunciados mesmo diante dos nossos olhos. O vulcão que deu origem a esta ilha e o sal que dele brota e que deu nome à mesma estavam prestes a ser visitados. A paisagem continua árida, como não podia deixar de ser, pelo caminho avistam-se casas de um povoado, destroços de fábricas e do seu esplendor de outrora, uma capela isolada dá-nos as boas vindas antes de entrarmos na barriga do vulcão.
Este vulcão já extinto por se encontrar bem perto do mar vê a sua cratera preenchida de agua salgada que se infiltrou pela porosidade da pedra e que vai secando debaixo daquele sol abrasador. 

Já no século XVIII havia registos da exploração deste valioso sal na cratera do vulcão, sendo a principal fonte de receita da ilha e provavelmente o maior empregador na mesma. Somos recebidos por um estranho e antigo dispositivo que mais faz lembrar um teleférico de madeira que vem lá das profundezas do vulcão trazendo o seu sal para p exterior onde seria processado. 
A entrada é feita por uma passagem escavada na rocha da autoria dos antigos donos portugueses e assim depois do "fresco" da escuridão, quando nos encontramos do outro lado, mesmo na orla da cratera e os olhos se habituam há luz somos invadidos por um sentimento de beleza e estranheza. 

A cratera tem vários kms de largura e a sua profundidade em relação à entrada é impressionante. a paisagem é algo mais compatível com as fotos enviadas de Marte do que propriamente com a face da Terra.Os tons cores dominam a paleta de cores nas várias secções em que a água está ao sol a secar e podemos ver tonalidades desde os azuis e verdes até aos roxos e vermelhos. Simplesmente magnifico que fotografia alguma pode retratar a pureza daquelas cores. Aqui e além alguns montes brancos que parecem neve, o Sal está ali pronto a ser levado e tratado e refinado.
Depois da aula sobre a extracção do sal, nada melhor do que colocar o pézinho e depois o corpo todo naquelas piscinas coloridas. Fomos numa de água bem vermelha, ao inicio com receio pois os grãos de sal são enormes e fazem doer e escorregar, voltamos para traz para calçar os chinelos e então foi um quase mergulho. A água é quente, muito quente e quanto mais fundo mais quente (cerca de 60º) mas à superfície completamente tolerável, a sua textura pesada e rugosa era um deleite. Tal a concentração de sal que óbvio até uma pedra flutua mas o sabor é de arrepiar (não provar, conselho de amigo!). Fora um momento divertido e diferente ao longo das minhas viagens. Infelizmente chegara a hora de ir embora, mas não sem antes um almoço de um cachupa deliciosa e de uma selecção de pudins (ganhou o de banana) que nunca vamos esquecer. O dia chegara perto do fim, ficamos na vila de Santa Maria para um mergulho na praia e compras com a sensação que fora um dia extremamente bem passado e que afinal a Ilha do Sal esconde uns lindos segredos!

Informações úteis:
  • Entrada custa 5 €
  • Levar água (muita) e protector solar pois com o sal o risco de escaldão é muito grande
  • Existe um chuveiro de água doce que cobra cerca de 100 escudos, o que aconselho vivamente a não ser que queiram saber como se sente um bacalhau!
  • http://www.facebook.com/salinas.pedradelume 

domingo, 12 de agosto de 2012

Morna - Músicas do Mundo

Cesária Évora a Rainha da Morna
Não é só de lindas paisagens nem de esplendorosos monumentos que vive e transmite a sua cultura um país. É também nas suas gentes, na sua língua e nos seus sons que nos chegam novidades vindas de outras paragens e nos fazem sonhar em um dia conhecer aqueles lugares. 
E como Cabo Verde se enquadra na perfeição?! É indiscutível as suas praias quentes, o sorriso daquele povo mas o que apaixona verdadeiramente aquele insular arquipélago é a sua música. Foi através dela e das mais doces vozes que o mundo conheceu, que este pequeno país se deu a conhecer ao Mundo e hoje  a música de Cabo Verde já não é só sua é de todos aqueles que apreciam os seus ritmos quentes.  
Para quem ainda não adivinhou ou não conhece vou falar-vos um pouquinho da Morna!

Diz-se que a Morna nasceu na ilha da Boavista no muito distante século XVIII e desde então tem vindo a ganhar adeptos nos quatro cantos do Mundo. Diz-se também que é uma mistura de dois ritmos africanos o Lundum e o Choro e chega-nos hoje como uma música lenta, sedutora que imediatamente nos transporta para aqueles lindas ilhas, daí uma das teorias sobre o seu nome sendo "morna" a música quente e suave.
A morna fala da insularidade das ilhas, da saudade e do amor à sua terra. É cantada em crioulo e assim como os seus temas e ritmos o crioulo vai mudando conforme a ilha em que nos encontramos.

Muitos foram aqueles que elevaram este estilo musical mas nenhum o fez como Cesária Évora, a diva dos pés descalços, que saiu da pobreza e alcançou o estrelato com a sua voz enchendo algumas das mais prestigiadas salas do planeta. Chega de escrever e deixo-vos com alguns dos melhores temas da Morna!!!



sábado, 28 de julho de 2012

Ilha do Sal - Praias da Vila de Santa Maria

Praia de Santa Maria


Depois do reconhecimento das nossas instalações, naquele enorme hotel, dos primeiros banhos nas águas bem quentes do Atlântico, já era mais do que tempo para explorar as redondezas do hotel e a "famosa" Vila de Santa Maria. Como devem adivinhar a Ilha do Sal é muito pequena (falarei sobre isso depois) e também por essa razão não se encontra nenhuma cidade propriamente dita. Santa Maria fica no extremo sul da ilha, terra bem pequena e pacata com pouco mais de 17 000 habitantes, espalhados pelas suas ruas quase rurais mas cheia de lojas, cafés e alguns bons restaurantes!
A Vila em si não tem praticamente nenhum atractivo a nível do turismo, mas para aqueles que gostam de tomar uma  bebida num bar ou numa esplanada ao som daquela música acolhedora, a vila tem uma oferta bem variada assim como restaurantes nem apetitosos e algumas lojas bem interessantes com decoração africana para a casa. Contudo um dos problemas é o preço elevado das coisas muito devido ao isolamento da ilha.

DICA: Caros viajantes esta dica vai valer ouro (aguardo dividendos!!). O grande problema do Sal e em especial da Vila de Santa Maria são os vendedores de rua!! São imensos, andam em bandos tipo as moscas e são quase todos Senegaleses. Como os distinguir?! Fácil, se de noite falarem com você ninguém os consegue ver até sorrirem. Brincadeira à parte, estes vendedores podem se tornar um problema sério. Fazem um assédio muito cerrado aos turistas, colam numa pessoa horas, te seguem para todo o lado, metem suas tralhas na tua mão, são para lá de chatos é quase impossível ver-se livre deles. Só há duas soluções para resolver isso: ou compra algo mesmo que não queira e se quiser comprar perde muito tempo no regateio ou então uma medida mais drástica que aprendi com um local. Assim que eles te avistam e se dirigem em nossa direcção e ficam coladinhos em si IGNORE, é como se ele nunca ali tivesse estado; quando ele começa com sua historia que você é linda e toma te ofereço uma pulseira é só abrir os olhos bem nos olhos deles e dizer em voz alta e firme e autoritária NÃO, se não resultar corte sempre a conversa toda vez que ele tentar falar sempre com um NÃO e continue IGNORANDO!! Vão ver isto vai salvar-vos as férias. 

O Pontão


É provavelmente o local mais turístico e ao mesmo tempo característico da Vila. Localizado na praia mesmo junto à entrada da vila, esta estrutura de madeira (renovada) é o ponto de encontro de locais e turistas com uma das melhores vistas de todo aquele imenso azul! Ali se encontram os locais que carregam e descarregam os seus pequenos barcos cheios de peixes enormes. Podemos ver a chegar Atuns enormes que só de carrinho de mão podem ser transportados, peixes mais pequenos e de todas as cores que se possam imaginar e até mesmo tubarões. Ali funciona como uma lota ao ar livre onde se carrega, vende e arranja o peixe mais fresco do mundo que depois podemos comer nos seus magníficos restaurantes. Na borda do pontão estão crianças pescando só com linha peixes mais pequenos enquanto outras se atiram lá do alto naquele azul infinito para refrescar seus corpos bronzeados. è um local cheio de vida que merece uma grande visita e perder algumas horas observando as riquezas que o mar nos traz. 

DICA: Se por algum motivo tiver que apanhar um barco no pontão, não desça as suas escadas. recentemente foram instaladas umas escadas de alumínio, o problema é que são muito mas mesmo muito escorregadias. A solução será atirar seus pertences para alguém dentro do barco e se atirar da borda do pontão para o mar (não é fundo) pode parecer um salto ainda alto mas acreditem que a queda das escadas será bem pior que um mergulho no mar! 



 Praia
Sobre a praia não muita coisa que vos possa contar. Mar quente e extremamente azul cheio de peixinhos que adoram picar as nossas pernas. Um areal extenso com lugar para tudo e todos. Como a ilha é algo ventosa é uma praia excelente para a prática de desportos marinhos relacionados com o vento. A praia pode em determinadas alturas ter uma ondulação algo forte e imponente, logo na rebentação. É só perder  o medo e entrar no mar assim que a onda rebentar e nadar uns metro para lá da rebentação e aí encontra um mar calmo e sem corrente. Contudo não aconselho entrar com crianças no mar se este estiver nestas condições. O Sol é bastante forte e pede para usar e abusar do protector, se não quisermos chegar a casa iguais a uma lagosta!!


domingo, 22 de julho de 2012

Cabo Verde não é as Caraíbas!!


Antes de começar a entrar nos post sobre a minha viagem a Cabo Verde decidi fazer aqui um pequeno parêntesis sobre este país que tem vindo a ser um dos destinos de férias de muitos e que poderá vir a ser para outros tantos. Podem até achar estranho o título que dei a este referido post, que surge com a ideia de clarificar algumas ideias e preconceitos que tenho ouvido por muita boa (nesta caso, má) boca!!

É verdade indiscutível que Cabo Verde não é as Caraíbas, em primeiro lugar porque Cavo Verde fica em África e as caraíbas na América!! Podia até jurar que isto seria factor mais do que suficiente para fazer compreender muito boas almas de que uma coisa não se pode comprar com a outra, pois realmente muito pouco tê até mesmo em comum. Qualquer alma mais do que esclarecido chega à feliz conclusão que sendo a geografia diferente vai precisamente encontrar ilhas diferentes, clima e cultura e obviamente uma oferta turística diferente. Caros viajantes, estamos em África, há que ser mais do que razoáveis. 

Muitas opiniões de quem conheceu este magnifico país assentam basicamente nos mesmos pressupostos:

  • Cabo Verde é um deserto, é só areia não tem absolutamente nada para ver!
  • A oferta turística é extremamente fraca.  

Para aqueles que planeiam fazer as suas férias neste arquipélago eu acho que são dois factores mais do que suficientes para demover até a alma mais motivada em viajar para aquelas paragens. Mas será verdade isso mesmo?
Não vos vou dizer que essas duas opiniões que referi são puramente mentira, pois aí estaria mentindo também, são simplesmente uma visão muito redutora de pessoas pouco informadas e de quem não saiu do resort (que acreditem é 99% de todos os turistas).


 Começamos então a desmanchar o último mito. é verdade que a oferta para o turismo de massas é bastante melhor nas caraíbas do que em Cabo Verde e isso explica-se de uma forma mesmo muito simples. As caraíbas recebem turismo americano e de pessoas com algum poder de compra e fazem-no há muitos mas mesmo muitos anos. A combinação de dinheiro com experiência acumulada ao longo dos anos só se podia traduzir numa oferta turística bem mais variada e com uma qualidade mais elevada. Por seu lado Cabo Verde só começou há poucos anos a abrir-se ao mundo, recebendo cada vez mais turistas e por conseguinte a variar e a aumentar os seus padrões de qualidade. Hoje em dia já se vão encontrando bons hotéis e resorts e a tendência será para a aumentar ao longo dos próximos anos. 

Por último queria explorar o mito de que Cabo Verde é um deserto cheio de areia sem nada que ver. A explicação mais lógica está logo à vista para quem se dê ao trabalho de ver o mapa do Mundo, o arquipélago está na mesma linha do deserto do Sara, influenciando fortemente o seu clima e vegetação em especial as ilhas do Sal e da Boavista, ambas muito secas e arenosas assim como ventosas. Para aqueles que vivem só de resort, praia e piscina e desse mundo controlado não se atrevem a sair, temo em dizer que têm toda a razão, mas ... existem outras 8 ilhas?!
É verdade caros leitores, para aqueles que se atrevem a explorar outras paragens e outras ilhas, abre-se um leque de cultura, natureza e interesse extremamente vasto. Se do mesmo modo que há ilhas bem desérticas também as há bem verdes, luxuriantes e tropicais. Cada ilha tem o seu encanto, a sua natureza e as suas praias e gentes dispostas a serem descobertas e acreditem, quem tiver disposto a sair do mundo do turismo de massas ai encontrar um país extremamente variado e motivador. Não acreditam? Espreitem só as 3 fotos que vos deixo aqui neste post, cada uma em sua ilha.


Assim concluo esta postagem dizendo: Cabo Verde é bastante rico e variado. Oferece aos que o exploram um conjunto de ilhas cada uma com sua cultura e beleza bem próprias, vibrante e contagiante. Todas as ilhas são habitadas por um mesmo povo que nos recebe sempre com o maior sorriso nos lábios e coma sua música melancólica e contagiante. O seco e desértico passa rapidamente ao verde e luxurioso à distância de uns minutos de avião e tudo num mesmo país. Como descobrir? Fácil fácil, deixar cair as barreiras e os preconceitos, informar-se antes da partida mas a acima de tudo explorar as suas ilhas e as suas gentes. No final voltem para contar se não valeu a pena!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Carimbo no Passaporte no Facebook!



Como não podíamos deixar passar toda esta onda tecnológica, o Carimbo no Passaporte aliou-se hoje às redes sociais e abriu a sua página no Facebook (depois de várias tentativas falhadas parece que desta foi de vez!!!).
Assim deste modo o Blog fica ao alcance de todos com novas funcionalidades que complementem e divulguem a missão deste projecto que é dar a conhecer Mundos ao Mundo. Podem agora explorar os álbuns mais completos de fotos sobre os locais no blog abordados e partilhar opiniões e relatos de viagens.
Aguardo a vossa visita e já sabem .... BOAS VIAGENS!

domingo, 8 de julho de 2012

Cabo Verde - No Stress


Conhecer Cabo Verde foi um sonho que se foi materializando na minha cabeça ao longo dos anos, desde que lia aqueles livrinhos de aventuras juvenis que se passava nestas ilhas africanas que cresceu a minha vontade de de conhecer este país e o amor que tenho pelos trópicos, África e locais bem mais quentinhos que a velha Europa. Depois de vários anos a sonhar com conhecer tão longínquas paragens lá finalmente acabava por conhecer aquela terra árida, quente de mar muito azul com um dos povos mais amáveis do planeta.

Post it de Cabo Verde

Na grande blogoesfera sobe o mundo das viagens e destinos, esta tão peculiar terra quase que nunca é contemplada, são muito raros os posts que falem das suas maravilhas e das suas paisagens, por isso crendo que muitos possam até nem conhecer onde fica este lindo arquipélago vou-vos contar um pouco da sua história, que claro, começa em Portugal.



 Cabo Verde é um arquipélago africano de origem vulcânica, constituído por um conjunto de 10 ilhas a 640 km da costa do Senegal, costa onde se encontra o verdadeiro Cabo Verde que deu nome ao arquipelago, porque este de verde até tem muito pouco!
Quando foi descoberto em 1460 por Diogo Gomes, as ilhas eram desabitadas e sem indícios de vida humana anterior, Como teria sido descobrir 10 ilhas virgens paradisíacas ao seu jeito naqueles tempos?? Cabo Verde foi colónia de Portugal desde a sua descoberta até 1975, ano da sua independência.

Capital: Praia
Lingua: Portugês oficial e crioulo entre a população
Moeda: Escudo Cabo Verdeano (1€ = 110 $)
Clima: Tropical Seco
lhas do Barlavento: St Antão, S. Vicente; Stª Luzia, S. Nicolau, Sal e Boa Vista
Ilhas do Sotavento: Maio, Santiago, Fogo e Brava

Depois de estudada a geografia do país lá me fiz ao ar e numa curto voo de Lisboa em menos de 5 horas já se avistava os contornos bem áridos da ilha do Sal contornados pelo azul intenso do Atlântico que banha aquelas ilhas. Até há muito pouco tempo a ilha do Sal era a principal porta de entrada dos voos internacionais para o arquipélago, até ter aberto o novo aeroporto da cidade da Praia. Por essa razão e para aproveitar as suas boas praias foi na Ilha do Sal que se fez o quartel general das férias e onde fiquei hospedado.

Chegada ao aeroporto Amilcar Cabral

e o acondicionamento particular das malas no transporte para o hotel!!!
Assim que o avião chegou a terra e as suas portas se abriram é impossível negar o calor desértico com que fomos confrontados, não era a primeira vez nos trópicos mas na zona seca o calor é especialmente abafador, um óptimo indicio para uma férias bem relaxadas e cheias de surpresas. Acomodados numa carrinha van que nos ia levar até ao hotel a diversão dos passageiros foi tentar adivinhar qual seria a mala que saltava do carro atrelado à carrinha onde iam as nossas malas empilhadas!!!!
O caminho do aeroporto até ao hotel é sempre em linha recta e dura cerca de 20 minutos, a paisagem?! essa é mesmo desértica, areia, pó e terra. Creio que foi só nesta altura é que muitos turistas se apercebem que Cabo Verde não é as caraíbas e começa a desilusão!! Mas nisso falarei noutro post.

Hotel Riu Garopa e Funaná

  
Este enorme resort que engloba os Hoteis Riu Garopa e Riu Funaná fica situado a sul da Ilha do Sal nas redondezas da Vila de Santa Maria do Sal. É um enorme complexo de 5 estrelas (o maior de Cabo Verde) em regime de Tudo Incluído, mas mesmo tudo incluído!!! Tem todas as mordomias de um hotel moderno com vários restaurantes, bares, Spa, várias piscinas enormes, buffets etc etc. Fica bem perto da linha da praia com as suas águas muito azuis e quentes onde passamos algumas horas bem relaxantes na companhia de amigos que fomos conhecendo. Gostei imenso do hotel e das suas condições, provavelmente o ponto mais negativo acaba por ser a alimentação que ao fim de alguns dias parece um pouco repetitiva, contudo não se pode ser exigente pois estamos numa ilha muito seca e sem qualquer recurso natural além do mar onde tudo mas mesmo tudo tem de ser importado de outros países e ilhas (até água engarrafada). 
O dia da chegada resumiu-se simplesmente ao arrumar as malas, dar um mergulhinho numa das muitas piscinas e fazer o reconhecimento deste gigantesco complexo ressaltando a linda decoração de todo o hotel.

Entrada para os edifícios dos quartos