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sábado, 1 de junho de 2013

Festas de Lisboa 2013


Finalmente parece que o calor do Verão começa a dar sinais da sua existência e nada melhor que um dia ensolarado para abrir oficialmente as Festas de Lisboa 2013!
Se a cidade já encantada, é neste agitado mês de Junho que as suas ruas se tornam ainda mais bonitas, música e arraias em todos os cantos, nuvens de fumo com cheiro a sardinha invadem os becos e as nossas roupas, mas nada que um manjerico para alegrar a nossa casa não resolva. Ainda há lugar para os mais devotos numa passagem pelo St António na vil esperança de arranjar marido (rico de preferencia). Com tanto agito ainda há motivos para ficar em casa?

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Nova imagem do Carimbo no Passaporte


Caros leitores, depois de um mês de um sono ligeiramente conturbado, o Carimbo no Passaporte voltou cheio de energia, novidades e de cara lavada!
Neste mês em que não publiquei praticamente nada aqui no blog e só fui deixando umas noticias pelo Facebook muita coisa coisa aconteceu. O posto de comando deste Blog mudou-se de armas e bagagens para outras paragens com toda a pompa e circunstancia a que uma mudança obriga, assim a partir de agora os novos posts publicados serão feitos e criados numa outra sala, de uma outra casa com uma outra vista.

Neste meio tempo ainda houve coragem de decidir quais os próximos dois destinos que irão preencher mais um cantinho do meu coração, que em breve saberão qual é o primeiro (para os que me seguem pelo Facebook já devem ter adivinhado).

E agora a grande novidade!! o Carimbo no Passaporte já tem uma imagem, deixou de ser só palavras e fotografias, tem uma "cara" para que possa ser reconhecido e que possa deixar a sua marca nos seus trabalhos. Como bem sabem este blog é uma paixão que dá continuidade à minha maior paixão que é viajar e quando se fala e escreve daquilo que mais gostamos é apra faze-lo de coração e com qualidade, apra que possa partilhar os meus momentos com quem não pude partilhar e que partilhem os vossos comigo.

Assim caros amigos apresento-vos o logótipo do Carimbo no Passaporte ... e já agora podem deixar a vossa opinião. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Cidade de Assomada - Interior da Iha de Santiago

Embrenhados pelo interior desta ilha magnifica, aos poucos avistavam-se os contornos da segunda maior cidade da ilha. Assoma é a sede do concelho de Santa Catarina e para meu espanto uma cidade de tamanho considerável que repousa no meio daquele verde bem no interior remoto da ilha.
Ponto de encontro da população rural do interior é uma cidade que transpira vida, cheia de bulicio que agrada logo à chegada. O centro da cidade surpreende pela sua arquitectura colonial portuguesa caracteristica da ilha e desde logo nos sentimos em casa. Naquela manhã as ruas ainda estavam mais cheias, era dia do afamado Mercado de Assomada onde todo o tipo de produtos são vendidos na maior das alegrias africanas.
Não podia deixar de dar uma vista de olhos pelo mercado, apertado e cheio de gente que nem um ovo, a mistura de sons, cores e cheiros embalam os sentidos na exploração das variadas tabancas. De fruta suculenta a roupa de gosto duvidoso tudo se vende, mulheres e crianças para um lado homens no regateio para outro, diferenças exóticas para os nossos ocidentalizados costumes. Não sei porque razão não comprei nada naquele mercado (vinagra-me mais adiante na beira duma estrada) e o passeio foi acelerado pois o dia prometia ainda muitas surpresas. 
 


Na hora da partida ainda deu para deambular pelas ruas do centro, debaixo dos olhares curiosos que pouco estão habituados ao turismo que se vê noutras ilhas. Ainda houve tempo de dar de caras com o busto do Infante D. Henrique mas sem tempo para lhe perguntar o que fazia por aquelas tropicais paragens. O carro partiu novamente rumo ao ondulado interior, era hora de nos fazermos à estrada e ao ponto mais alto da ilha para depois descer ao mais belo paraíso.



sexta-feira, 1 de março de 2013

Paisagens do interior da Ilha de Santiago


Acho que ninguém fica indiferente a uma bela paisagem, muito menos quando tantas belas paisagens se concentram numa só ilha, repleta de tesouros e recantos. A Ilha de Santiago brinda-nos como ninguém, em especial nesse mês chuvoso de Setembro em que realçou ainda mais os seus belos vales e montanhas verdejantes.
Entre as suas duas principais cidade, Praia e Assomada, revelam-se estes postais ilustrados que nunca mais esqueceremos. Deixo-vos algumas fotos que tirei ao longo do caminho embalados ao som de Cesária Évora. 


domingo, 17 de fevereiro de 2013

A curiosidade matou o gato! Peripécias em Viagens

Não me canso de dizer que viajar é dos poucos remédios que me acalma a curiosidade, na mesma proporção em que cada viagem alimenta ainda mais o seu ego a vontade de ver, conhecer, sentir é cada vez mais forte.

Umas vezes de maneira mais tímida, escondido atrás da enorme lente da máquina, outras não, é assim mesmo à descarada e sem pudores! Fora o que aconteceu logo no início daquela manhã...
Vageavamos na Van lá pelo conselho de São Lourenço dos Órgãos, agraciados pela paisagem deslumbrante da ilha de Santiago quando fazemos uma paragem para um café (apesar de ser cedo havia acordado às 5 da madrugada) assim como umas compras de artesanato local numa lojinha. Alguns quadros bem africanos que decoram a parede do escritório da casa nova e uma orgulhada garrafa de Grogue embalada numa garrafa de cerveja portuguesa!! (reciclagem meus amigos...).
Ali mesmo nas imediações de uma qualquer igreja juntava-se uma pequena multidão naquela hora. Missa não era pois as portas estavam trancadas, mulheres e crianças olhavam-nos com a mesma curiosidade por nossa parte. Debaixo de uma enorme árvore matava-se um porco nas mãos de uma mulher que manuseava aquele facalhão como ninguém, outras com tachos no lume de um fogão meio improvisado, outras ainda sentadas simplesmente olhando todo este cenário. Na minha cabeça saltou de imediato a hipótese de Festa... Ahhh como aquela gente africana adora festa e como eu gosto tanto delas assim como eles. Que festa? Casamento, Baptizado, Aniverario?? sabia lá, mas que haveria festa tinha eu certeza. Surge pela estrada um grupo de mulheres animadas, cantando; era a altura certa se havia festa elas estavam a ir para lá e portanto eu iria com elas!
Sem dar muito nas vistas (claro que não daria, 2 brancos seguindo um grupo de mulheres negras, ninguém dá por tal!) fomos seguindo-as a uma distância razoável, fingindo até estar só a explorar a zona, tirar umas fotos, pessoas nas portas de casa diziam adeus e nos uma foto com as mesma, e a procissão seguia pela povoação e começa a subir uma ligeira clareira com uma casa no topo. a minha companhia a que vou chamar M não queria continuar a demanda da busca da festa e disse-me para ir eu e que se valesse a pena voltar para buscar. Assim fiz, mas a meio da subida bem de frente para a porta da casa lá percebi o motivo da festa, um caixão em cima do que suponho ser uma mesa, e gente, muita gente por aquelas bandas. Sem mais coragem para prosseguir voltei para traz e M pergunta: "É festa? Não é funeral!!!" 
Roídos de vergonha e ao mesmo tempo de vontade de rir de tamanha nossa estupidez lá nos apressamos de voltar à Van e prosseguir caminho.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Pelo interior da Ilha de Santiago e Jardim Grandvaux Barbosa

Mal havíamos aterrado nesta verdejante ilha e rapidamente nos metemos à estrada feitos aventureiros na descoberta de novas paisagens e novos rostos. Como já referi, logo na chegada ficámos surpreendidos com tamanha quantidade de verde e pelos enormes vales e montanhas que a ilha nos presenteou. Essa paisagem idílica foi-se repetindo enquanto nos embrenhávamos pelo coração da ilha, a estrada em bom estado tornava mais prazerosa a descoberta, os rostos curiosos de uns brancos por aquelas terras distantes era rasgado com enormes sorrisos e acenos calorosos, essa sim era aquela África dos sonhos das pessoas sempre sorridentes. 
A ilha de Santiago presenteia os seus visitantes com paisagens de cortar a respiração!
 Pelo caminho fomos passando por diversas povoações onde pudemos admirar o dia a dia das suas gentes e os seus costumes. Pelas bermas da estrada avistam-se plantações e os seus trabalhadores no duro trabalho do campo que paravam só para nos acenar. Só por esta recepção a Ilha de Santigao já estava a valer mais do que a pena, era e ainda é uma recomendação a quem visita Cabo Verde, saímos da nossa zona de conforto e obviamente estava a valer a pena!
Cabeça de Preto - o perfil desta rocha faz lembrar um rosto africano
Com a curiosidade mais que aguçada pela novidade de estar numa ilha quase desconhecida da grande maioria dos turista não deixamos de perder as oportunidades que nos foram surgindo e acontecem um dos momentos mais embaraçosos que tive durante as minhas viagens, mas nisso falarei no próximo post!

Durante cerca de uma hora e meia fomos entrando no coração da maior ilha do arquipélago desde que havíamos saído da cidade da Praia. Em breve surgiria a nossa primeira paragem no Município de São Lourenço dos Órgãos, que por mais que tenha investigado não consegui desvendar o mistério de tão peculiar nome! 
Esta região da ilha fica num vale verdejante repleto de ribeiras e riachos onde a vida passa bem devagar e sem grandes sobressaltos, houve tempo para beber um trago de Grogue e os locais rirem-se das nossas caretas após a degustação desta bomba etílica.



Jardim Botânico de Grandvaux Barbosa

Com o calor do início da manhã a apertar e uma vontade enorme de dar um mergulho numa praia de águas quentes (que sabíamos estar reservado para nós) fizemo-nos à estrada de terra batida assim que estacionamos a viatura. A paisagem, essa mesmo de cortar a respiração, ocultava os portões do único Jardim Botânico nas ilhas que dá pelo nome pomposo de Grandvaux Barbosa. Criado em 1986 no município de São Lourenço dos Órgãos, este jardim situado a 400 metros de altitude foi criado com o intuito de proteger as frágeis espécies vegetais endémicas. Tem cerca de 100 espécies diferentes e além d estar aberto ao turismo também trabalha na investigação botânica
Apesar da beleza natural ser excepcional o jardim em si não é dos mais bonitos que se possa visitar, mas dados todos os contingentes em que está inserido vale muito a pena a vista. Por outro lado as vistas do jardim para o ambiente que o envolve são das mais impressionantes de toda a ilha e só por isso vale a pena a deslocação.


 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Ilha de Santiago - Informações úteis


Fora dos longos e quentes dias de praia na Ilha do Sal, chegara a hora de apanhar um aviãozinho e rumar a outras paragens, a outra ilha e outra cultura, e finalmente conhecer a essência de Cabo Verde. A escolha recaiu pela segunda opção, pois a ideia inicial era a Ilha de São Nicolau, mas devido às chuvas (sim choveu imenso em Cabo Verde naquele mês de Setembro!) o aeroporto estava fechado por tempo indeterminado. Desta feita escolhi a ilha de Santiago, ou São Tiago, a maior e mais populosa de todo o arquipélago.

Pertencente ao grupo das ilhas do Sotavento é como vos disse a maior e mais importante ilha de todo o conjunto. Entre os seus 75 km por 35 km esconde-se uma paisagem digna dos melhores postais, totalmente diferente as ilhas do Barlavento. A sua geografia irregular cheia de montes e vales são repletos de verde e riachos que dão uma atmosfera relaxante a esta magnifica ilha. Para quem vem do Sal e aterra em Santiago é um contrataste enorme deixar uma árida e plana ilha e entrar numa verde e montanhosa, e digo-vos a paisagem é simplesmente fenomenal! 
Foi nesta ilha que os Portugueses construíram a primeira cidade fora da Europa, Ribeira Grande de Santiago, hoje chamada Cidade Velha, declarada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Durante séculos, devido à sua posição estratégica, foi um entreposto comercial e de escravos nas rotas para o Brasil e África.

Como Chegar - Sendo uma ilha em pleno Atlântico a única maneira mais cómoda de chegar a este paraíso é obviamente pelo ar! Até há bem pouco tempo esta maravilhosa ilha estava fora das rotas directas das principais cidades, tendo-se de fazer escala obrigatória na Ilha do Sal (como nos aconteceu) Felizmente abriu o Aeroporto Internacional da Praia com capacidade para aparelhos maiores e esta cidade ficou definitivamente ligada ao mundo sem intermediários, Hoje em dia existem voos directos de Lisboa para a Praia assim como de outras cidades europeias e africanas. As transportadoras aéreas que fazem este trajecto desde Lisboa são a TAP, TACV num voo pouco maior que 4h30.
Existem também transporte marítimo da ilha para outras suas vizinhas mas desconheço algum entre Sal e Santiago.
Aeroporto Internacional da Praia

Como já estava hospedado no Sal a minha ida a esta ilha foi realizado por um voo domestico da TACV entre Sal e Praia com duração de cerca de 1 hora. Pelas 5 da manhã já estava a montar espera no aeroporto para os trâmites legais e em pouco mais de 1 hora embarcamos numa avioneta bem pequenina, que levou a que os medrosos pelo mundo aéreo, desenrolassem um rosário de rezas até há chegada. apesar de tudo foi um voo super tranquilo, ficou a emoção de ser o primeiro voo que fiz na vida em avião a hélice!
Eis o grande JUMBO que nos levou do Sal até à Praia
Deslocação - Para os indecisos e menos dados a experiências que fujam do normal existem sempre os programas de viagem com circuito pela ilha e as suas principais atracções. O que até aconselho para os que vão fazer visita com hora de regresso marcada e não podem de despender mais tempo na ilha. Outra opção é obviamente o aluguer de um carro (4X4 de preferência) e partir há aventura e descobrir cada recanto deste pequeno paraíso. As estradas não são más, só mais para o interior aparecem algumas em pior estado mas nada que traga grandes sobressaltos à vossa viagem. Coo não podia deixar de ser pede-se moderação ao volante pois para o interior a estradas têm muitas curvas e subidas e descidas. Durante toda a volta à ilha o transito é mínimo mas na Cidade da Praia .... enfim era o famoso transito africano!!!!

Onde ficar - Eis uma questão que infelizmente não poderei responder, pois com a maior das penas não fiquei!! Eu sei que se aprende com os erros e hoje teria ficado mais tempo nesta ilha em vez do Sal, daí fica a minha dica que quando for a Cabo Verde conheça pelos menos 2 ilhas! Pelo que sei a Cidade da Praia e as suas imediações tem vindo a ver um grande crescimento turístico desde a abertura do aeroporto internacional o que tem vindo a fazer com que apareçam unidades hoteleiras nesta região. No Tarrafal também podemos encontrar onde dormir mas de maneira bem mais modesta. De qualquer das maneiras ainda não imperam os grandes resorts como no Sal (se é o que procura lamento informar!) mas existem hotéis em estilo familiar e pelo que sei com boa qualidade e uma boa forma de conhecer este gentil povo.

Assim inicio o post sobre a ilha que mais me encantou nestas férias e poder contar-vos aquilo que vi e vivi e deixar vontade para um dia poderem conhecer este pequeno paraíso.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Under Water Love - Mergulho na Ilha do Sal


Deixo-vos hoje com o relato de um dos dias mais especiais da minha vida, o dia em que quase me recusei a descobrir as maravilhas que se escondem debaixo das ondas!

O hotel Riu Funána oferecia uma aula  de mergulho com garrafa gratuitamente (como tem vindo a ser já normal nos grandes resorts). Mais por curiosidade do que outra coisa qualquer lá nos inscrevemos com o rapaz encarregue de tal e no dia e hora marcados lá estava um Jeep (ou o que restava dele) à nossa espera e de mais uma dúzia de aventureiros para a aula de mergulho. 
O nosso magnifico transporte!!
Ao contrário do que pensava a aula decorreu no Hotel Novohorizonte onde tem uma piscina de água salgada (e bem salgada) com a profundidade aceitável para a aula. A escola era Manta Diving Center que ficava mesmo nas instalações do hotel. O primeiro passo foi o reconhecimento e experimentar o material, os óculos, respiradores etc. 
Em volta da piscina todo o grupo ouviu com muita atenção as indicações do instrutor, o funcionamento do material, como se respira, como se retira agua do bocal e toda uma série de informações para a sobrevivência abaixo da linha do mar. Chega a hora de mergulhar com todo aquele pesadíssimo equipamento e coordenar a estabilidade do corpo, a respiração e a pressão dos ouvidos e no fim.... como se não baste-se ainda ter de nadar!
Aula prática!
Tenho de confessar que a aula não me correra da melhor forma e que estava a ter alguns probleminhas técnicos com tanta parafernália de equipamentos em cima e à volta de mim. Aos poucos lá lhe apanhei o jeito e o gosto e a coisa já começa a ter a sua graça. Mas como o que é bom acaba depressa era a recta final daquela aula. Mas... (e porque há sempre um Mas) quem quisesse poderia colocar os ensinamentos recém adquiridos em Alto Mar!

Confesso que como não me sentia como peixe na água a ideia de ir directamente para o mar não era de todo a minha preferida mas, ficara o gostinho e tinha já deixado em consideração pensar nesse assunto e marcar posteriormente o tal mergulho. Mas (de novo o Mas...) afinal o mergulho seria agora mesmo dentro de alguns minutos!... Após grande insistência da minha companhia (leia-se ameaças) lá me decidi e quando menos esperava já me encontrava todo equipado como manda o figurino na borda de um barco rumo ao alto mar cabo verdiano.

As regras eram fáceis, não tocar, não roubar nada do mar, seguir ordens do instrutor e simplesmente relaxar. Cada um com seu instrutor, sentado na borda do barco, mão na máscara e no bucal e 1,2,3 mergulho de costas para o mar! Começava a minha primeira exploração oceânica quase quase em estilo Jacques Costeau e a Odisseia Submarina (adorava aquilo).

Foto Manta Diving Center

Rumo ao infinito azul o primeiro impacto é o Azul, muito azul em todas as direcções e depois logo bem de seguida o Silencio, um silencio reconfortante que nos transmite uma paz e um conforto que nunca imaginei ser possível em alto mar. Continuando a descer rumo ao fundo não vendo ninguém ainda tive algumas dificuldades em estabilizar a pressão nos ouvidos e a descida foi feita lentamente. Quando já bem perto do fundo abre-se diante dos nossos olhos um País das Maravilhas, um jardim de pedras rodeados de milhares de peixes de todas as cores e tamanhos, enormes cardumes que nos seguiam (ou eu a eles) tantas espécies que só vira na TV e nos aquários ali selvagens diante de mim assim como outras tantas que nunca imaginara ver!
Foto Manta Diving Center

Foto Manta Diving Center

Foto Manta Diving Center
Nadamos por entre as pedras e a cada novo peixe, novo encantamento. Nem a boca de piranha das moreias ameaçadoras nas suas tocas me detiveram na minha odisseia de explorar os mares. Naquele momento eu queria ser um peixe e viver naquele paraíso! 

Uma mão surge sob a minha cabeça e aponta algum mais a diante, nadei naquela direcção e já la se encontrava a minha companhia de volta de um tubarão gato que repousava no fundo sem ligar nenhuma há nossa presença.
Foto Manta Diving Center

Foto Manta Diving Center

Foto Manta Diving Center
Pouco mais durou a minha visita pelo fundo do mar e chegara o momento de subir bem pausadamente até à superfície. As caras dos que já haviam chegado reflectia um dos maiores sorrisos que uma pessoa pode ter, e não era para menos. Dava-se por encerrada esta pequena aventura inesperada num dos momentos mais marcantes na minha vida, acabara de conhecer o fundo do mar cuja possibilidade só residia nos meus sonhos. Hoje quando estou na praia sinto uma imensa saudade desse dia e uma curiosidade ainda maior por saber o que aquele mar esconde debaixo das suas ondas. Pode ser que um dia ... pode ser...