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domingo, 14 de julho de 2013

Sabores do Mundo - Gelataria Amorino, o charme dos gelados!

Já fazia muito tempo que reclamava que Lisboa perdia aos pontos parte do seu encanto em não oferecer gelatarias dignas do nome. É praticamente impensável que uma capital cosmopolita e cheia de vida como Lisboa, aliada ao melhor clima solarengo e quente da Europa muito provavelmente do Mundo, não oferecesse aos seus apaixonados moradores e visitantes gelatarias para nos refrescarem naqueles dias escaldantes de Verão!

Longe vai a década de 80 em que se viam algumas destas arcas de tesouros gelados espalhadas pela cidade deixando-nos durante décadas à mercê dos deliciosos gelados industriais.

Há muito poucos anos,  e leiam-se mesmo muito poucos anos, lá se fez frio pelo Chiado e abriu a elegante e maravilhosa gelataria Santini até então restrita aos ares da linha de Cascais. Aquilo caiu que nem uma bomba no centro da cidade, foram e são romarias à sua porta e finalmente Lisboa começava a equiparar-se mesmo que timidamente às grandes cidades europeias no quesito da doçaria gelada.

Já andava a necessitar de uma injecção de açúcar gelado nas papilas gustativas, ainda mais que o calor maid que abrasador destes últimos dias veio a empolgar o desejo de comer um gelado, ou como dizem os nossos amigos no Brasil: um sorvete!
Depois do jantar seguido de um dia fantástico de praia, não havia anda melhor que refrescar num passeio pelo Chiado lotado de gente para aquelas tardias horas. Bem no meio da Rua Garrett os olhares bateram com um anjo segurando um cone de gelado num ambiente bem acolhedor, foi paragem obrigatória na Gelataria Amorino!

A marca Amorino nasceu em Paris no ano de 2002 às mãos de dois amigos de infância Paolo Benassi e Cristiano Sereni. Desde então os eu crescimento foi meteórico e existem mais de 80 lojas em 10 países.  
Os sabores de textura cremosa que lembram os gelados italianos são fabricados em França onde posteriormente são distribuidos, com o objectivo de assegurar a qualidade dos mesmos. Diz-se que têm teor elevado de fruta, ovos e leites bio mas o sabor esse sim é indiscritível.

Na nossa frente repousam uma explosão de cores quentes e vibrantes que fazem adivinhar sabores igualmente envolventes, deixa-mos então de parte os tradicionais morango ou chocolate para entrar num mundo bem mais requintado e delicado de sabores. Na hora da escolha a coisa então tende a complicar-se tal reina a indecisão que rapidamente desaparece quando alguém lhe diz: "pode escolher os sabores que quiser, desde que caibam dentro do cone" e assim se resolve a problemática e numa cto de gula escolhe-se o maior numero de sabores possíveis!! 
Mais uma surpresa nos aguarda na hora de segurar o cone, que é magnificamente esculpido em forma de flor com os sabores que os nossos olhos escolheram! E ali com uma flor gelada e cremosa na mão quase, mas só mesmo quase, dá vontade de não estragar a obra e sem qualquer complexo de culpa a flor vai desaparecendo a cada quase celestial lambidela.
O sabor deixo-o à vossa imaginação trabalhar, ou se a gula despertou neste momento que fique a vontade de irem conhecer esta excelente gelataria, mas garanto-vos que estes gelados são Amorino à primeira vista!

Onde encontrar:

Rua Augusta 209 Lisboa
Rua Garrett 29 Lisboa

Link:

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Pelos Caminhos de Santiago de Cabo Verde


Com forças retemperadas pelo intenso azul do mar do Tarrafal e a barriga cheia com uma Cachupa daquelas à moda antiga, estava na hora de nos fazermos de novo à estrada e nos perdermos pelaos caminhos de Santiago. Como não seria de esperar a ilha foi-nos facultando paisagens de que nunca mais a mente esquecerá, fomos embalados pelas estradas de pedra ora entre o mar ou entre as serras verdejantes. 
A calma e a paz que se vive por aquelas paragens são tão contagiantes quanto os seus ritmos musicais e é difícil não ficar apaixonado por todo aquele clima que nos envolve.

Pelo caminho vimos praias com areias de todas as coras, mares calmos e revoltos, baías cujo azul das suas águas pedia um mergulho a cada mirada pelo asfalto já meio esburacado. Quem tenta descrever tais paisagens deve ser louco, pois as mesmas são para sentir e desfrutar e ocupar um lugar especial no coração de quem ousou descobri-las além dos resorts de agencia.
Por aqui e ali vêm-se muitas crianças, algumas a acartarem garrafões de água pelas ribeiras verdejantes nos sopés dos montes, em vez de estarem sentadas em algum banco de escola a aprender a complicada e antiga lingua que deveriam saber falar! Mas estas crianças são a vida dos países e é nos seus rostos sorridentes e acenos ao vidro do nosso carro que se pode sonhar ainda com um futuro mais iluminado para as próximas gerações. São as mesmas crianças que correm atrás do carro à espera das guloseimas que os muito raros turistas lhes atiram pela janela, enquanto os mesmos ficam a vê-las gladiar-se no conforto do ar condicionado. Existem também as mais tímidas que de olhos baixos e muito envergonhados nos vêm pedir um rebuçado se faz favor, não sei se mais envergonhadas pelo pedido do que por exporem a sua situação ali tão a cru! São essas que dá vontade de sair para a rua e protestar contra as medidas que este Mundo leva e se esquece dos seus filhos mais frágeis...

Continuamos pela estrada, com o coração meio partido por deixar para trás tais rostos. A paisagem continua magnifica e ninguém sucumbe ao sono de quem acordou as 4 da manhã para esta visita relâmpago.
Uma paragem no meio de uma qualquer estrada onde estava plantada uma tabanca que vendia produtos daquela fértil terra. A minha vista saltou logo para os mamões que eu adoro acima de qualquer fruta e não podia deixar de ser comprou-se um como o efémero souvenir daquela viagem. Mas a surpresa estava escondida nas amarelas bananas. A vendedora que nem português sabia falar insistia em que comprasse um cacho e acabei por comprar e qual não foi o nosso espanto as bananas sabiam a maçã! Sim isso mesmo eram bananas maçã que foram devoradas ali na sua frente e atacados pelo pecado da gula comprou-se mais um cacho não fosse dar a fome no caminho!
A estrada continua, mais terras e terriolas apareciam e desapareciam pelos caminhos, era hora de chegar à capital e fazer as respectivas despedidas

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Praia do Tarrafal - Um paraíso escondido na Terra!


Por mais que possa puxar pela cabeça, não me ocorre outras expressão que possa atribuir ao Tarrafal - um paraíso escondido na Terra, porque na realidade não é mais do que isso e ao mesmo tempo é muito mais que possamos imaginar!

Toda a ilha de Santiago é encantadora e as suas paisagens são de cortar a respiração, mas nada me havia preparado para o primeiro trocar de olhos e de almas com esta praia. Ali encaixada entre montes imponentes sobranceiros ao mar, a sua areia fina e branca orlada por um frondoso coqueiral estende-se a baía do Tarrafal nas suas águas azuis turquesas e cálidas, bem cálidas.
Contemplar todo estes cenário foi um deleite para os sentidos, o silencio quebrado pela rebentação das poucas ondas e os gritos de felicidade das crianças locais que mergulhavam do porto quase em ruínas. E pouco mais é preciso nesta receita para a felicidade que se viu completa quando os corpos quentes daquele calor tropical se puderam refrescar nas suas águas e permanecer nela várias horas em brincadeiras tão idênticas às das crianças locais.

Poucas devem ser as praias que nos brindam com tão belo cenário numa paz quase desconcertante, dá vontade de perder horas da nossa vida a contemplar toda a paisagem e quão belo é o nosso dia-a-dia mesmo quando aprece mais cinzento! Escusado será dizer que o Tarrafal foi amor à primeira vista e à segunda tornou-se paixão de uma vida, ficou por perceber o porquê das bagunças virarem autênticos Tarrafais quão o Tarrafal nos brindou com uma paz paradisíaca?!
Tantos mergulhos abrem sem dúvida até os apetites mais tímidos e era hora de um almoço tradicional brindado com cachupa, ali num dos muito poucos restaurantes na beira da praia com uma vista que.... enfim imaginem!
Uma voltinha pelo centro da vila foi indispensável mas os olhares teimavam em passar por cima do ombro na tentativa de continuar a contemplação do paraíso terrestre ou na dúvida que a miragem acabasse por desaparecer.
O dia não terminaria sem mais uma entrega àquelas águas para a despedida de um amor intenso quanto fugaz. Ficou a vontade de voltar nem que fosse por mais um segundo só e um espaço que ocupou uma baía azul dentro do meu coração!


domingo, 16 de junho de 2013

O Blog no imenso mundo das redes sociais

O que nasceu como uma paixão e uma vontade enorme de partilhar ao Mundo os Mundos que conheci e que me vão encantando, é hoje timidamente um projecto que me dá imenso prazer realizar e partilhar com aqueles que têm um pouco de paciência para dedicar a ler e ver o que publico. A esses resistentes vais um grande muito obrigado!

Querendo chegar cada vez a outras pessoas o Blog foi "invadindo" outros modos de se fazer ver e ouvir e hoje tem algumas participações noutras redes sociais que dão mais alento ao projecto e que complementam e divulgam outras informações. Por essa razão deixo-vos os links de onde podem encontrar outras participações do Carimbo no Passaporte:

sábado, 15 de junho de 2013

Prisão do Tarrafal

Já completamente absorvido pela beleza e intensidade daquela magnifica ilha partimos da cidade de Assomada rumo ao que eu esperava e foi o ponto alto da viagem. Continuando a serpentear pelas estradas a ilha demos entrada na Serra da Malagueta o ponto mais alto da ilha cujo o dia nos brindou com uma neblina intensa e nuvens a rodear o carro. Jamais imaginaria ter frio em pleno Setembro numa ilha tropical e desejar a todo o custo um casaco bem mais quente que a roupa de praia que levava naquele dia. 

Frio à parte a vista bem do alto da montanha era a mais deliciosa de toda a ilha e aliada aos sorrisos das pessoas que poucos carros devem ver ao dia foi um momento completamente pacifico. Ficou o desejo de não dispor mais tempo para apreciar todo aquele esplendor da natureza e perder-me nas horas e nos pensamentos.  O tempo urgia e a vontade de conhecer mais daquela ilha ia aumentando quando a estrada se tornou calçada dando como sinal que estava a chegar ao destino: Tarrafal!
Apesar de se adivinhar um mergulho no paraíso a primeira paragem foi num dos locais mais decrépitos da história recente de Portugal! Paredes meias com a magnifica baía encontra-se escondida a Prisão do Tarrafal um dos expoentes da ditadura Salazarista que Portugal viveu nas últimas décadas.
Localizada na localidade de Chão Bom esta colónia prisional criada pelo Estado Novo em Abril de 1936 com o objectivo de afastar prisioneiros políticos problemáticos da metrópole (Lisboa) e que aliada às más condições passar a mensagem de que as medidas contra dos desertores da ideologia do Estado Novo seriam levadas ao extremo!
Para quem chega é um contraste enorme a existência de um lugar de crueldade inimaginável situado num local de uma beleza ímpar. Diz-se que foi por esse motivo que ali foi construída tal prisão, para que a paisagem servi-se de escape aos guardas prisionais no meio da crueldade que ali se vivia.
De acesso difícil e praticamente deserta a sua entrada, fomos recebidos por um grupo de crianças curiosas que brincavam por aqueles lados abrigadas do calor debaixo de uma gigantesca acácia. Compramos as entradas a uma mulher que envergava trajes bem coloridos e após o fosso que separa o campo do portão fomos recebidos por um recinto quase deserto dominado pelo silencio. Vagueavam por ali alguns alunos locais de uma escola e o nosso muito pequeno grupo.
O vasto recinto verdejante das recentes chuvas é salpicado por meia dúzia de pavilhões que correspondiam às valências e dependências do complexos, entre elas a cozinha, os banheiros, as celas e como não podia faltar a solitária!
No centro do recinto destaca-se um pavilhão de cor rosada que se denominava como Posto de Socorro, contudo ao que parece tal local não era propriamente dedicado aos cuidados de saúde como afirmava o médico Esmeraldo Pais Prata que aqui trabalhou em 1936: "Não estou aqui para curar, mas para passar certidões de óbito"
Continuando a visita demos de caras com a "Holandinha" ou "Frigideira" o terror das solitárias e do ressabiamento de um país caído nas malhas no Fascismo. A solitária da prisão não era mais do que um cubo de betão com pouco mais de 4 metros quadrados com uma janela minúscula, virada para o sol onde eram encarcerados vários presos expostos ao calor sufocante daquele sol, ficando isolados durante semanas e até meses. Desafiei a claustrofobia e entrei durante uns momentos e com cabeça baixa e porta fechada o calor tornou-se insuportável.
Holandinha
Em 1954 devido à grande pressão internacional foi encerrado o complexo que reabriu em 1960 aquando se deu o inicio das guerras pela independência das antigas colónias portuguesas em África. Acabou por encerrar por completo em 1974 quando se deu o fim da ditadura Salazarista e o fim do longo império português.
Já fora dos portões existe um muito pequeno Museu da Rebelião que conta em poucas palavras e imagens os horrores que aconteceram dentro daqueles muros.
Com o calor do meio dia a apertar ficou para traz este memorial da ditadura fascistas de um império que não se soube preservar e rumámos ao paraíso mesmo ali ao lado, acompanhados pelas cabras que pastavam serenamente nos caminhos.

sábado, 1 de junho de 2013

Festas de Lisboa 2013


Finalmente parece que o calor do Verão começa a dar sinais da sua existência e nada melhor que um dia ensolarado para abrir oficialmente as Festas de Lisboa 2013!
Se a cidade já encantada, é neste agitado mês de Junho que as suas ruas se tornam ainda mais bonitas, música e arraias em todos os cantos, nuvens de fumo com cheiro a sardinha invadem os becos e as nossas roupas, mas nada que um manjerico para alegrar a nossa casa não resolva. Ainda há lugar para os mais devotos numa passagem pelo St António na vil esperança de arranjar marido (rico de preferencia). Com tanto agito ainda há motivos para ficar em casa?

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Nova imagem do Carimbo no Passaporte


Caros leitores, depois de um mês de um sono ligeiramente conturbado, o Carimbo no Passaporte voltou cheio de energia, novidades e de cara lavada!
Neste mês em que não publiquei praticamente nada aqui no blog e só fui deixando umas noticias pelo Facebook muita coisa coisa aconteceu. O posto de comando deste Blog mudou-se de armas e bagagens para outras paragens com toda a pompa e circunstancia a que uma mudança obriga, assim a partir de agora os novos posts publicados serão feitos e criados numa outra sala, de uma outra casa com uma outra vista.

Neste meio tempo ainda houve coragem de decidir quais os próximos dois destinos que irão preencher mais um cantinho do meu coração, que em breve saberão qual é o primeiro (para os que me seguem pelo Facebook já devem ter adivinhado).

E agora a grande novidade!! o Carimbo no Passaporte já tem uma imagem, deixou de ser só palavras e fotografias, tem uma "cara" para que possa ser reconhecido e que possa deixar a sua marca nos seus trabalhos. Como bem sabem este blog é uma paixão que dá continuidade à minha maior paixão que é viajar e quando se fala e escreve daquilo que mais gostamos é apra faze-lo de coração e com qualidade, apra que possa partilhar os meus momentos com quem não pude partilhar e que partilhem os vossos comigo.

Assim caros amigos apresento-vos o logótipo do Carimbo no Passaporte ... e já agora podem deixar a vossa opinião. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Cidade de Assomada - Interior da Iha de Santiago

Embrenhados pelo interior desta ilha magnifica, aos poucos avistavam-se os contornos da segunda maior cidade da ilha. Assoma é a sede do concelho de Santa Catarina e para meu espanto uma cidade de tamanho considerável que repousa no meio daquele verde bem no interior remoto da ilha.
Ponto de encontro da população rural do interior é uma cidade que transpira vida, cheia de bulicio que agrada logo à chegada. O centro da cidade surpreende pela sua arquitectura colonial portuguesa caracteristica da ilha e desde logo nos sentimos em casa. Naquela manhã as ruas ainda estavam mais cheias, era dia do afamado Mercado de Assomada onde todo o tipo de produtos são vendidos na maior das alegrias africanas.
Não podia deixar de dar uma vista de olhos pelo mercado, apertado e cheio de gente que nem um ovo, a mistura de sons, cores e cheiros embalam os sentidos na exploração das variadas tabancas. De fruta suculenta a roupa de gosto duvidoso tudo se vende, mulheres e crianças para um lado homens no regateio para outro, diferenças exóticas para os nossos ocidentalizados costumes. Não sei porque razão não comprei nada naquele mercado (vinagra-me mais adiante na beira duma estrada) e o passeio foi acelerado pois o dia prometia ainda muitas surpresas. 
 


Na hora da partida ainda deu para deambular pelas ruas do centro, debaixo dos olhares curiosos que pouco estão habituados ao turismo que se vê noutras ilhas. Ainda houve tempo de dar de caras com o busto do Infante D. Henrique mas sem tempo para lhe perguntar o que fazia por aquelas tropicais paragens. O carro partiu novamente rumo ao ondulado interior, era hora de nos fazermos à estrada e ao ponto mais alto da ilha para depois descer ao mais belo paraíso.