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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Praga - Cidade Nova e pela noite dentro!


Ainda estou por tentar arranjar uma explicação cientifica para solucionar o problema da falta de tempo durante as férias, para fazer tudo o que queria e da forma como o mesmo voo sem se dar conta! Infelizmente estava já na recta final esta viagem que aliara amizade, cultura e divertimento e que me deixou muitas saudades.
Faltava ainda conhecer uma parte de Praga, a Cidade Nova, que só é nova de nome pois foi fundada em 1348 sendo uma zona onde moravam preferencialmente mercadores e artífices. O modo como hoje a vemos mudou muito nos últimos 200 anos  quando a original foi destruída para dar lugar à actual.

Visão da Cidade Nova desde a Ponte de Carlos

Saindo mas medievais ruas de Praga, esta parte da cidade é mais dinâmica, mais moderna, com mais transito e comercio, sem nunca perder a beleza que toda a cidade emana e revelando que Praga soube passar por várias épocas histórias preservando os seus testemunhos até aos nossos dias. 
Seguimos a margem do rio Moldava, meio sem destino mais numa onde de descoberta, ora  admirando os esplêndidos edifícios de vários estilos ou magnifica paisagem da outra margem do rio, num passeio muito agradável.

Teatro Nacional 


De toda a margem do rio este é definitivamente o edifício mais bonito e imponente que podemos encontrar. A sua elegância contrasta com a poluída e negra fachada que pede umas obras muito urgentes, mas mesmo assim não deixa de tirar o brilho ao mais bonito teatro checo.
Foi inaugurado em em 1883 dois anos após a reconstrução depois de um violento incêndio que havia deflagrado uns dias antes da inauguração prevista.
Começo a achar que a construção de salas de óperas megalómanas acabam por dar para o torto, oral lembram-se da Opera do Tejo construída em 1755 sendo a maior do mundo e passadas algumas semanas da inauguração que aconteceu? O Terramoto! Esta pelos vistos ia tendo um fim parecido!!!
Não pude entrar no seu interior pois só está aberto para espectáculos mas consta que é magnifico.


Dancing House


Continuando a nossa demanda pelas margens do rio, rapidamente a visão se prende no mais fantástico e louco prédio de toda a cidade. A Casa Dançante ou Ginger & Fred são alguns dos vários para o Nationale - Nederlanden, do famoso arquitecto Frank Gehry construído em 1996. Gostos à parte, eu gostei muito de ter encontrado um dos mais belos edifícios da arquitectura contemporânea. Também não se pode vistar o  seu interior pelo que ficamos só de passagem para tirar umas fotografias antes de entrar no interior da cidade nova, ver as suas lojas e avenidas e o bulício de uma cidade moderna.

  
Museu Nacional
  

Andando pelo centro da cidade e já na movimentadissima Praça de Venceslau, encontra-se no seu topo o imponente e enorme Museu Nacional construído em 1890 como afirmação triunfal do revivalismo checo. Guarda no seu interior várias exposições mas dizem que há salões onde o próprio salão é mais emblemático do que a própria colecção que acolhe. Por azar já tinha fechado há hora que chegamos perto da sua entrada. Link: www.nm.cz

Rapidamente caiu a noite naquela muito fria cidade, foi o tempo de um lanche e telefonar para um dos nossos amigos espanhóis e ir beber umas cervejas num bar e surgir  convite para uma grande noitada!!

E à noite em Praga!!
 
 Até se podia dar o caso de alguém pensar que por ser um ais do Leste Europeu e muito frio nesta altura do ano Praga não teria vida nocturna, mas nada mais longe da verdade. A cidade, e em especial as zonas mais turísticas, está repleta de restaurantes e bares abertos até tarde com preços não muito elevados que convidam a descansar de um longo dia de turismo. Há também vários clubes nocturnos e discotecas por toda a cidade e arredores e claro foi num clube desses que fomos acabar a noite de despedida de Praga com os nossos amigos espanhóis.
Não me perguntem como nem onde fui porque não me lembro, só sei que andei bastante tempo de comboio. Entramos num clube enorme, muito bem decorado moderno, raparigas lindas (ai as checas aiiiii) uma banda com música ao vivo e mais para o meio da noite musica electrónica. Resumindo a noite começou com muito álcool e acabou com a minha desgraça tal bêbedo em fase terminal, que fez e disse disparates a noite toda (ainda hoje os meus amigos lançam piadas). Não me perguntei como acabou a noite nem como entrei naquele bus com uma rapariga de ar duvidoso que levava o grupo de regresso ao centro da cidade. Como devem calcular, caros blogueiros, não vou postar nenhuma foto dessa noite porque são muito comprometedoras! Mas posso dizer que a noite em Praga é bastante boa.

    
Não sei quanto tempo dormi nessa noite, mas creio que não mais de 3 horas. Com uma ressaca do tamanho do mundo lá me levantei e arrumei minha mala, fiz o check out e fui passear para o centro da cidade num dia cheio de sol e calor, parecia uma Primavera em Portugal, fora o derradeiro adeus a esta cidade  5 estrelas que adorei e entrar no avião de regresso à Alemanha. 

Até Breve Praga!!!

sábado, 3 de março de 2012

Bairro Pequeno, arredores do Castelo de Praga


Se depois de tanto e andar por Praga já não restarem mais forças, sequer para tirar uma fotografia, nada melhor do que dar o devido descanso às pernas e sentar num dos muitos miradouros em redor do Castelo. Lá bem em baixo surge um enorme tapete de telhados vermelhos salteados pelas centenas de torres até onde a vista alcança. Afinal Praga é mesmo a cidade das 1000 torres, acabamos consentidamente por acreditar enquanto apreciamos tal paisagem.
Não é preciso dizer que as vistas em redor do castelo são para lá de soberbas, muito menos é possível mostrar a quantidade de fotografias que se tiram para não se perder nenhum pormenor na memória. é do topo daquela colina que podemos apreciar a elegância dos seus monumentos que ao longo dos dias fomos visitando e concluir que foi o melhor lugar da cidade para terminar esta magnifica viagem por 3 países!

 Apesar de arrebatados pelas vistas daquele local, não é só disso que vive a área que rodeia o Castelo de Praga. Nessa zona bem mais calma da cidade, e longe dos montes de turistas como na Cidade Velha, vão-se descobrindo tesouros bem preciosos da cidade. Bem perto começa a descer (ou a subir) o pitoresco Bairro Pequeno com as suas casas que se mantêm praticamente inalteradas ao longo dos séculos. Ainda bem no topo da colina fomos passear pelas redondezas, visitar alguns palacetes e imensas igrejas.


 






 













 







Loreto

Bem perto dos portões principais do Castelo de Praga e andando só umas quadras nas ruas tranquilas encontramos um magnifico edifício de estilo Barroco que nos chamou a atenção. Este importante local de peregrinação construído em 1626 que acolhe no seu interior um réplica da santa casa, local onde Maria soube que esperaria um filho. Independentemente da verdade que rodeia ou não esta casa o complexo merece uma vista para admirar as suas obras e tesouro. Link


 Bairro Pequeno

Se como diz o ditado "o que sobe também desce", a paz e o sossega do alto da colina do Castelo estavam condenados ao regresso ao bulício da cidade baixa. Um enorme escadaria que ladeia o castelo (e que longa) fez honras de entrada no Bairro Pequeno, uma zona que não vê construções novas desde o século XVIII e que conserva nos dias de hoje magníficos palacetes barrocos com os seus curiosos brasões destes vários palacetes que descem toda a encosta do castelo até ao rio. 
Ao longo da rua Nerudova as suas construções são cada vez mais refinadas, dando a sensação de que sena cidade velha se vive um tempo medieval, aqui nesta zona a extravagancia do barroco é absorvente e digna de um qualquer filme de época. Apesar de haver um ou outro palácio a ser visitado e algumas igrejas dediquei-me a apreciar a vida no bairro, apontando mais um motivo para brevemente voltar a esta encantadora cidade.

É inegável que o grande atractivo desta zona e em especial da rua Nerudova são as fachadas dos seus edifícios, o colorido das casas dá um ambiente quase festivo à rua lembrando os tempos do exagero e da pompa que se viviam nos séculos XVII e XVIIII. Como se não bastasse tanta beleza destes tantos palácios, rapidamente me prendeu a atenção os seus elaborados e engraçados dísticos que quase todos tinhas nas suas fachadas. Alguns elegantes e extremamente trabalhados, outros com mais sentido de humor como animais ou verduras, que além de embelezarem a fachada dos palácios serviam como referencia a quem pertenciam ou à função para que tinham sido construídos.


Igreja de São Nicolau

 
 Apesar de a sua cúpula de poder em determinados momentos ver entre o labirinto de ruas, foi com surpresa que na minha demanda em descer aquela rua elegante, reparei que estava em frente a uma das obras primas do Alto Barroco de Praga. Esta magnifica igreja divide em duas praça do Bairro Pequeno sendo o edifício mais elegante de todo o bairro e na minha opinião a igreja mais bonita da cidade. Terminada no ano de 1761 nenhum dos artista que a projectaram a pode ver concluída, mas hoje em dia podemos apreciar toda a quantidade de arte desde pintura a escultura que se esconde dentro e fora das suas paredes. Infelizmente o tempo escasseou para visitar com mais pormenor a igreja naquilo que apelidei como curso "Prático às Artes Decorativas" que tinha vindo a fazer desde o inicio da viagem e que me faz sentir hoje capaz de discutir ao mais alto nível assuntos destas artes decorativas (ou então não)!! Link

 Sem se dar conta que o tempo passa e os pés vão caminhando já em modo automático, repentinamente me deparo com um aumento do bulício com mais pessoas e carros. Regressava lentamente ao coração da cidade, já se conseguia ver o rio entre as ruas e um olhar para traz fez-me ver o quão alto aquele castelo estava e como tinha mesmo muito valido a pena visitar aquela parte da cidade, deixando a promessa bem vincada que um dia voltaria para ver tudo de novo e muito mais. Mesmo de frente abria.se novamente a ponte de Carlos, tantas vezes já atravessada nunca sem perder o seu encanto. Passei para a outra margem mas em vez de rumar para a cidade velha decidi virar à minha direita e descobrir outra parte da cidade, antes ainda do anoitecer, noite essa repleta de surpresas muito mas mesmo muito divertidas...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

10 Razões para Visitar Portugal!


Navegava eu este noite gélida pelos mais da web quando me deparo com uma apresentação muito interessante sobre este cantinho da Europa, lindo e acolhedor e tantas vezes esquecido pelas malhas do turismo mundial. Assim e sabendo que este meu blog por vezes chega a longínquas paragens deixo-vos aqui o vídeo para se deixarem apaixonar e numas próximas férias fazerem-nos uma visita. Aos que por terras Lusas já passaram, fica de novo o convite para regressar e explorar mais um pouco deste maravilhoso país.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Castelo de Praga em fotos


Nisto de viajar e relatar as nossas aventuras pelo mundo, raramente as palavras descrevem aquilo que vimos, felizmente as máquinas digitais são e serão as minhas melhores amigas para retratar quase tudo e todos os recantos para um dia recordar e claro não vá memória falhar na altura de falar sobre os locais.
Mas que seriam das nossas fotografias e memórias se não as pudermos partilhar? Assim sendo, caros viajantes, deixo-vos aqui mais algumas fotos do Castelo de Praga para poderem viajar mais um pouquinho!



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Castelo de Praga - Na outra Margem do Rio


O nosso terceiro dia em Praga tinha ficado reservado para conhecer o majestoso Castelo de Praga e a outra margem do rio Moldava que propositadamente tinha deixado para este dia.  Castelo situa-se no topo de uma colina num local com as melhores vistas da cidade, mas que infelizmente ficava ainda bem distante do nosso hotel, por isso decidimos ir até lá de metro. Apesar de o alfabeto checo não ser igual ao nosso não é difícil uma pessoa deslocar-se nos transportes da cidade, mas a dificuldade na língua foi uma grande dor de cabeça na hora de comprar o bilhete do metro, por mais que tentasse comunicar com o vendedor na entrada da boca do túnel foi impossível chegar a uma conclusão daí ficara decidido e entrámos no metro sem pagar, saímos num local amplo e arborizado mas o castelo ainda teimava em ficar bem lá no alto e apanhamos um metro de superfície e adivinhem como? Sem pagar! 

O Castelo de Praga

Entrada Principal do Castelo de Praga
Como em quase todas as cidades europeias, o seu nascimento e crescimento surgiu ao redor de um castelo, algumas perderam-nos ao longo dos séculos, outras mantem-nos intactos como em Lisboa, outra renovaram-nos aos gosto das épocas como em Praga. O enorme complexo do castelo que inclui um palácio, 3 igrejas um mosteiro e uma catedral domina o topo daquela colina desde o séc XIV e o aspecto com que hoje o conhecemos deve-se à sua reconstrução após um grande incêndio no séc XVI.

Esquema do interior do Castelo
Depois da nossa subida aos domínios deste castelo e de ter finalmente percebido que tem várias entradas e que a bilheteira se encontra num edifício do segundo pátio ficava na hora de explorar todos aqueles recantos. Bem no centro do castelo ergue-se o seu mais sumptuoso edifício, a catedral que já naquela hora da manhã tinha uma fila muito considerável e rapidamente foi deixada a visita ao seu interior para uma hora mais amena visto que começava a querer nevar. Infelizmente dada a nossa condição de falta de tempo nesta cidade que já estava a adorar a visita aos monumentos do castelo teve de ficar contida simplesmente aqueles que considerei mais interessantes, rapidamente me arrependi de não ter ficado mais um tempo e visitar tudo com maior pormenor, mas enfim, tem de ficar para depois. Não longe da catedral situa-se a entrada do Palácio Real que para nossa alegria não tinha fila, fomos buscar um áudio-guia e mergulhámos novamente na era medieval.

Segundo Pátio do Castelo de Praga
Palácio Real


Este enorme edifício que rodeia a catedral, foi durante séculos casa e centro do poder dos príncipes da Boémia. Por detrás da  sua fachada barroca escondem-se 3 edifícios sobrepostos e estilos arquitectónicos diferentes que vão desde o românico ao gótico. Das várias salas e dependências deste palácio praticamente despido, nenhuma iguala a elegância do Salão Vladislau, este enorme salão em estilo gótico construído em 1490 é a maior sal do palácio e o maior salão gótico da Europa e consta que funcionava no seu interior torneios, festas e coroações. Apesar da ausência de mobiliário a sala por si só é bastante bonita e nela perdemos algum tempo a apreciar as suas intrincadas nervuras do teto. 
Salão Vladislau
 No final do Salão Vladislau encontra-se uma varanda que tem uma vista interessante para o interior da Capela de Todos os Santos, mandada construir para Carlos IV sendo reconstruida em 1541 em estilo barroco. Continuei a deambular por aquele frio palácio e apreciar as suas salas e as histórias que ocorreram dentro daquelas paredes, passei por gabinetes de trabalho e biblioteca, algumas salas com enormes fogões em estilo holandês afim de aquecer as enormes salas daquele gélido local , através das suas janelas vamos tendo esplêndidas vistas da cidade lá em baixo. Outras magníficas salas são os ornamentados Arquivos da Terra Nova, salas que têm os seus tectos pintados com centenas de brasões dos  chanceleres ao longo de cerca de 200 anos, ouvi dizer que estes brasões eram pintados não pela importância das famílias mas sim pelo seu poder monetário e que a sua permanência nos tectos estava condicionada ao pagamento de uma propina!! 
A saída do Palácio Real não podia ser senão a mais elegante ao estilo gótico, pela longa Escadaria dos Cavaleiros em estilo gótico que liga ao Salão Vladislau e os seus degraus permitiam a subida dos cavalos para a realização de torneios.

Apesar de o Palácio Real ser um edifício grande e despido de mobiliário como em outros palácios ao longo da Europa considerei que foi uma visita muito interessante pelo trabalho em pedra dos seus salões e o conjunto de vários estilos ao longo dos séculos e recomendo muito a sua visita.

Basílica e Convento de S. Jorge


Apesar do passar do tempo, a fila para entrar na catedral ainda se mantinha longa, e com a chegada de vários grupos estava decididamente a aumentar em todos os monumentos. Bem perto da saída do Palácio Real encontra-se a Basílica e o Convento de S. Jorge, bem anteriores à construção da catedral e são o mais bem conservado templo românico de Praga. O seu interior austero típico dessa época contrasta com a fachada mais elaborada construída noutras épocas, o seu interior ainda com frescos visíveis é local de repouso de reis e mártires do catolicismo local. O convento que se situa mesmo ao lado da basílica alberga hoje a Galeria Nacional que visitamos em passo muito acelerado pois já a hora ia muito adiantada e aquele dia reservava ainda muita coisa por ver. Apesar de tudo foi uma visita interessante com maio destaque para o Convento e as suas obras. Link Galeria Nacional de Praga AQUI

Deste local em diante os enormes pátios decorados do castelo vão-se encolhendo e dando origem a ruelas bem mais estreitas, a becos mais escuros e a locais mais pitorescos e sem dar-mos conta vamos entrando numa outra dimensão e outro lado mais escuro da história do Castelo de Praga.

Travessa Dourada

 
Apesar de a sua entrada ser meio escondida num recanto, assinalada simplesmente com um porco alado e dourado de um restaurante, este magnifico beco é considerado a rua mais pitoresca de Praga. Tem este nome pois no século XVII os ourives mudaram-se para as minúsculas casas coloridas. E quando digo minúsculas são pequenas mesmo, tem uma que a sua fachada era mais baixa que a minha altura, ou seja minha cabeça era da altura do inicio do telhado!! Já no século XIX esta castiça rua fora renegada ao crime e à prostituição até que recentemente fora remodelada alojando hoje em dia lojas de vidros e recordações que apesar de uma pouco mais caras que no centro da cidade ganham pela originalidade. Mas nem só na calçada esta rua é interessante, subindo uma íngreme escada em caracol de madeira de uma das casas temos acesso ao sótão, que surpresa, é um enorme corredor que vai de uma ponta à outra da rua e que esconde no seu interior uma comprida exposição de armas e armaduras medievais, simplesmente brilhante!

Casa mais pequena
   
Exposição de armas medievais nos telhados das casas















Esta rua pitoresca é realmente mais um dos locais imperdiveis do castelo de Praga, tanto pela sua genuinidade, assim como pela surpresa maravilhosa da exposição nos telhados das casas. Contudo dizem que nos dias de grande afluência, em especial no Verão, a multidão é mais que muita sendo quase impossível transitar na ruela. No dia em que fui não havia simplesmente ninguém!

Torre Dalidor

No ponto mais distante do castelo esconde-se entre as ruelas de pedra o seu mais cruel segredo, claro que nenhum castelo o era se não tivesse as suas devidas masmorras com todos aqueles aparelhos cruéis de tortuta. A torre serviu durante vários séculos de prisão e deve o seu nome a Dalidor Kozojedy, um cavalheiro enclausurado e sentenciado à morte. Durante a sua clausura aprendeu a tocar violino, e as pessoas reuniam-se para poder ouvir os seus recitais e traziam-lhe comida e bebida que atiravam por uma janela. A torre apresenta cerca de 4 níveis e em cada qual expõe artefactos de tortura e o modo de vida (ou será morte?) dos seus prisioneiros. O nível subterrâneo só era acessível por uma estreito buraco e por corda que ainda hoje podemos ver. 

 












A visita das masmorras foi para mim um dos pontos mais altos do castelo, pelo simples facto de ser até ao momento o único castelo que visitei na Europa que consegue recriar tão bem toda a realidade e o imaginário da prisão e crueldade nos tempos medievais. Recomendo vivamente a visita a quem se interessa pela época e pelo tema, se é claustrofóbico é melhor não se aventurar. Bem perto da torre tem um mirador com algumas das melhores vistas sobre a cidade, um local bom para tirar fotos, descansar e apreciar a bela paisagem.

Catedral de S. Vito

Flechas gémeas ocidentais na entrada principal

 Milagrosamente a enorme fila que havia na porta da catedral havia desaparecido (fruto da hora do almoço) e estava então na hora de conhecer o mais famoso monumento do castelo de Praga. A enorme catedral de estilo gótico teve o seu inicio no ano de 1344. O seu intrincado trabalho em pedra, as suas torres e pórticos foram-se arrastando ao longo dos séculos tendo sido finalmente concluída já no século XX por artistas reconhecidos de então. Os seus quase 800 anos de construção em nada lhe roubaram o brilho ou protagonismo e hoje a catedral é um edifício magnifico que requer tempo para ser contemplado.   
Pórtico Dourado com magnifico mosaico veneziano do Juízo Final



 














 Já no seu interior o que ressalta à vista é o seu enorme comprimento e sua grande altura, iluminadas pelo luz que atravessa os vitrais de Alfons Mucha. Percorremos a catedral visitando as inúmeras capelas laterais à nave central, apreciando as grande sobras de arte que nela foram sendo colocadas ao longo dos séculos. Uma das obras mais magnificas é o túmulo de S. João Nepomuceno de 1736 lavrado em prata pura coberto por um dossel de veludo encarnado segurado por quatro anjos de prata. Já à saída ainda tivemos tempo de apreciar a capela de S. Venceslau coberta de frescos góticos e dourados intercalados com pedras preciosas e sem-preciosas.  Link Catedral




Túmulo S. João Nepomuceno
 




















 





















A tão tardia hora após o almoço a barriga teimava em dar sinal, os planos para o dia ainda contemplavam muita coisa para visitar, dei então por concluída (ainda que em parte parcial e prometendo um regresso) a visita ao Castelo de Praga considerando que foram muito bem empregues as coroas pagas pela entrada e aconselhando a visita a todos aqueles que vão até à cidade, pois a oferta cultural dentro do castelo é imensa e agrada à grande maioria dos gostos. A nossa despedida não podia ser da forma mais aparatosa possível, bem perto da saída da catedral um caixotão do lixo deitava muito fumo e cheirava a plástico queimado, no seu interior viam-se algumas chamas, como não encontrei nenhum extintor por perto fui ter com um segurança tentando explicar que o caixote do lixo estava a arder, óbvio que não percebeu nada daquilo que disse (coisa já habitual com os checos) mas a palavra FIRE foi o bastante para em menos do nada se reunir um batalhão de homens para apagar o incêndio "monstruoso" que lavrava dentro do caixote do lixo, moral da história: ou os checos aprendem outras línguas e se conseguem fazer entender com os turistas nos locais turísticos ou para a próxima ponham extintores no recinto que eu mesmo trato do assunto, ao menos participei no rescaldo do "grande incêndio do Castelo de Praga" (sim aquele do balde do lixo)!! Link Castelo de Praga