Blogroll

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Chá das 5 com a Betty!!

 
Dizem que a História tem tendência a repetir-se, então toca o telefone e alguém me pergunta se estava a trabalhar naqueles dias, uns negócios da China para arranjar 5 dias de folga e o mote estava lançado para passar uns dias em Londres. Aquele inicio de Fevereiro apresentava-se extremamente frio por terras lusas nem dando espaço para as mentes ocupadas com tão repentina viagem se protegerem do que lhes estava para acontecer.
O despertador marcava 4 horas da madrugada, era só tempo de agarrar nas malas e no Frizer (sim levamos uma mala com mantimentos ...) e entrar no avião a caminho das terras de sua majestade. No instante de uma sesta no banco do avião estava já de pés bem assentes no chão. Ambos não fazíamos ideia sequer de onde se localizava o nosso alojamento naquela imensa cidade, portanto nada melhor que nos dirigirmos ao centro. Descemos incontáveis lances de escadas rolantes, para aquele buraco profundo do metropolitano; o espectáculo quase que toca mo grotesco, como é possível uma metrópole mundial ter um sistema de metro tão velho e sujo!? Um labirinto de linhas em vários andares, em estações completamente degradadas, fazendo-me crer que até as estações do Intendente em Lisboa são bem mais bonitas. E apertado entre uma enchente de pessoas, com 5 dedos de distancia do tecto do aparelho, levou-se quase 1h30 até ao ponto de chegada, ouvindo os berros da camone MIND A GAPE.
O hotel até tinha sido fácil de encontrar, no seu belo estilo bristish, e pela hora do almoço estávamos livres e soltos para iniciar a exploração daquela gigantesca cidade, sendo o ponto número um Picadilly circus. A eficiência daquele horrendo metro deixou-nos na praça em 5 minutos, não sem antes uma parada numa farmácia para buscar medicamentos para a bela gripe que se avizinhava, e claro, testar o meu magnifico e brilhante ingles. OK??!!
Picadilly Circus é uma zona completamente vibrante, milhares de pessoas em todos os sentidos, lojas armazéns se concentram nas suas imediações, os seus anúncios luminosos quase que ferem a vista quando se reflectem no meio daquele smog. Daí também sem abrem as avenidas e ruas do Famoso Trocadero e das dezenas de teatros que exibem os seus musicais. Não deixa de ser impressionante e ao mesmo tempo vergonhoso como a cultura é exibida ao público geral e como estão bem tratados as suas instituições, coisa que em Portugal se deixam cair teatros de podres em pleno centro das cidades.
Em busca de bilhetes para um musical, à hora do almoços já era quase impossível arranja-los não fosse a candonga e o dobro do preço dos bilhetes, ainda chegados de fresco e já metidos em negócios obscuros. Passeamos pelas ruas o resto da tarde, a espreitar lojas e teatros, a subir e a descer ruas que rapidamente nos alteraram por completo o sentido de orientação.
A minha noção da cidade ia-se formando, rapidamente constatei que Londres não abunda em cor, o cinzento é chapa 4 para quase todos os edificios, o que no meio do tempo nublado torna uma cidade algo pesada. Vegetação urbana também não abunda, faz-me lembrar aquelas avenidas que cortaram as árvores para inicio de obras, aliados ao frio imenso que se fazia sentir a cidade não era de todo a mais acolhedora. As ruas extremamente limpas e a beleza dos edifícios complementam a falha e tornaram o passeio mais agradável.

 Ainda faltavam algumas horas até ao inicio do espectáculo dando-nos algum tempo para antecipar alguns dos pontos de visita planeados para o dia seguinte. O mapa dizia que estávamos nas redondezas de Trafalgar Square e a famosa National Gallery. Bem que subimos as ruas, bem que descemos e nada de dar com a dita praça, a muito custo a encontramos, um local amplo e cinzento, dominado pelas 2 fontes e uma coluna, diante do famoso museu, que maravilha é gratuito!!! Entramos no intuito de ver as obras que ele esconde, mas rapidamente nos apercebemos que a melhor obra de arte lá dentro era mesmo o aquecimento. Deixa-mo-nos perder nos corredores até os dedos perderem a sua cor arroxeada, e quando a hora do fecho se aproximava a barriga começava a dar horas. A saída do museu dá para uma vista interessante do Parlamento e do seu famoso Big Ben, que se mostrava pela primeira vez fora dos livros das aulas de inglês,  no qual eu e a minha colega gostávamos de fazer caretas.
 
Anoitecia e de regresso a Picadilly Circus o frio intensificou-se, quase insuportável com as rouparias que trazia vestido, em camadas como a cebola. Começava a nevar para gáudio das crianças (nós) e de pele novamente roxa tentava-se tirar algumas fotos com uns floquinhos de neve na tola. De barriga cheia era hora de procurar o teatro da peça que iamos ver, nova excursão pelas ruas e nada de o encontrar, era o último recurso e em 5 minutos estávamos dentro da esquadra da policia, com um sr da autoridade com aqueles chapéus magníficos a pedir ajuda. Dadas as coordenadas encontramos o teatro, o da noite estava reservado para The Lion King Musical, e naquele teatro brutal, assisti a uma das peças mais fantásticas de sempre.
Era meia noite, novamente no metro agora deserto bem como a cidade, quase fantasma a caminho do quarto aquecido do hotel para uma noite de sono, após quase 48 horas acordado.

 



0 COMENTÁRIOS :

Enviar um comentário