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domingo, 21 de novembro de 2010

Nos Jardins do Schonbrunn

Regresso novamente ao blog após um mês intenso, tanto de viagens (foi só uma mas valeu por mil) e de trabalho. Começam a acumular-se recordações e emoções das magnificas viagens que este ano, que está quase no seu fim me foi proporcionando. Desse modo continuo no ponto onde havia parado, na magnifica e sumptuosa Viena de Áustria.

Nenhuma visita ao Schonbrunn fica completa sem uma pessoa passear e deixar-se envolver nos utópicos jardins deste palácio. Abertos aos público deste de 1779 estes jardins barrocos são o cenário perfeito para o palácio e requerem umas boas pernas para percorrer os seus quase 2 km de lado.

Do seu interior vai sendo possível ter alguns vislumbres de todo o parque, mas só quando se contorna o palácio e entramos no portão de acesso aos jardins, nos damos conta da imensidão que nos espera, recebidos por enormes avenidas floridas e com estátuas que dão para recantos tão espectaculares como o palácio. É difícil imaginar que todo este parque nasceu como uma reserva de caça (comum na altura e em Portugal temos muitos bons exemplos disso) e na época da imperatriz Maria Teresa se foi tornando um autentico museu ao ar livre.
O jardim e a vista é dominado pelo Parterre uma enorme avenida simétrica que acaba numa magnifica fonte e no espantoso Gloriette no topo de uma colina. É um espaço enorme e florido, quase uma sala de visitas do jardim e pelo mapa o ponto de partida conhecer todo o parque, o que não impossibilita que uma pessoa não ande perdida pelas avenidas e deparar-mo-nos com autenticas obras de arte. O melhor lugar para vislumbrar esta avenida é a varanda das traseiras que é fácil de encontrar e proporciona um dos melhores ângulos para fotografar todo aquele cenário.

Fonte de Neptuno

 Esta fonte que fica no fim do Parterre e o inicio da colina foi construída em 1770 projectada por Johann Ferdinand von Hohenberg Hetzendorf. O tema é a mitologia grega com Neptuno o senhor dos mares e a sua comitiva, um tema muito comum nesta época pois simboliza o domino dos reis sobre os seus territórios. Infelizmente por ser Inverno a fonte não estava a funcionar dado que a enorme piscina que se estende diante dela estava congelada, de qualquer das formas não deixa de ser impressionante e bela.

Gloriette


Provavelmente é o edifico mais famoso de todo o parque de Schonbrunn, visivel em quase todo o lado do alto da sua colina,como quem observa a vida palaciana no patamar inferior. Construido em 1775 no alto da colina que nos projectos iniciais seria para demolir, é uma estrutura Barroca num estilo que nos faz lembrar um arco do triunfo um pouco mis pomposo de onde se obtém uma vista espectacular de todo o complexo palaciano.
No tempo dos imperadores era utilizado como salão de jantar com uma cozinha independente, que foi destruída em 1925. Durante a segunda guerra mundial foi parcialmente destruído só retomando o seu antigo esplendor após as obras de restauro já no final do século passado.
















Apesar de nas avenidas ajardinadas em redor do palácio a Gloriette parecer ser alcançável em alguns passos, a tarefa torna-se um desafio ao físico. Obviamente que o frio e a neve que começava a cair não ajuda em subidas, mas os caminhos em zigue-zague que até lá ao topo levavam eram um regalo para a vista mas uma presente envenenado para as pernas, afinal a diagonal é sempre o caminho mais longo. Ofegantes e muito cansados, o esforço é logo recompensado com a vista impressionante que dali temos. Não só do palácio como da cidade que vamos conseguindo descobrir alguns dos sus pontos interessante bem ali do alto. O tempo voa enquanto observamos as piscinas que se encontram à frente e atras e com um nevão em cima da cabeça decidimos iniciar a descida, bem devagarinho pois o cenário é bem propício para mil e uma fotografias de nós para nós mesmos, sem nunca largar o inseparável saco com a Sissi estampada pelo qual me afeiçoei. è nestes momentos que sem esperar encontramos 3 tugas de mochilas as costas (de Braga diziam eles) trocamos umas conversas, afinal estavam a fazer o mesmo percurso que nós e foi impossível conter o sorriso quando descobrimos que afinal havia mais gente maluca neste mundo a fazer um mini inter-rail no pico do inverno por aqueles países quase quase gélidos.

Palm House 




Bem num canto oposto do centro do jardim, perto da entrada do Zoo e de outras atracções, fica a famosa estufa. Construída em 1881 toda em ferro e vidro abriga no seu interior espécies de plantas e árvores dos climas tropicais, temperados e frios. São impressionantes os seus 113 metros de comprimento e 28 de altura, que alojam uma autentica floresta tropical no seu interior que no sistema inteligente de vidros, persianas e tubos de vapor pode acolher espécies de todo o mundo. Infelizmente o bilhete é à parte pelo que optamos por não entrar mas do átrio é possível obter uma ideia do que por dentro se esconde. De qualquer das formas a beleza do edifico e dos jardins que o rodeiam são suficientes para uma visita a esta elegante estufa.

Ruínas Romanas




Provavelmente é a obra mais cénica e espectacular de todo o complexo. Construida em 1778 segundo as modas da altura estas ruínas aparecem-nos como uma casa romana a degradar-se na beira de uma piscina, onde toda a estrutura e as envolvencias foram estudadas e executadas até ao mais ínfimo pormenor, no que resultou num cenário do qual não nos cansamos de apreciar.




















Fonte do Obelisco




Esta fonte construída em 1777 apresenta-se como o marco mais importante na avenida leste do parque e na simetria de todo o jardim. Facilmente visível a sua composição é extremamente impressionante: composta por uma gruta com vasos, deuses e animais que jorram água para uma bacia é corada por um obelisco a imitar os do antigo Egipto apoiado em 4 tartarugas douradas como símbolo da estabilidade dos Habsburgs, Nas faces do obelisco estão cartelas  em hieroglíficos que representariam toda a historia desta dinastia, contudo nada dizem porque os hieróglifos na altura em que a fonte fora construída ainda não tinham sido descodificados. a fonte infelizmente não estava a funcionar mas a sua bacia estava congelada como uma pista de patinagem, onde animais como esquilo e cobras fazias as suas tocas nas grutas que se escondem entre as estátuas.















Já sem grandes forças, mas de alma bem cheia estávamos a dor terminada a visita ao incrível mundo do Schloss Schonbrunn. Depois da visitas fantástica feita ao palácio os jardins ainda foram capazes de nos surpreender. Muito bem tratados, limpos e organizados que na sua imensidão escondem dezenas de obras de arte, requintadas e elaboradas que nos deixam sempre de boca aberta. As desvantagens de viajar no pico do inverno limitam-nos em tempo e no que encontramos aberto, pelo que não conseguimos visitar o Zoo (sim o palácio é tão enorme que tem um zoo lá dentro, aliás o mais antigo do mundo) nem o labirinto entre outras atracções. Contudo foi e será uma das melhores visitas culturais que efectuais sobre o barroco e o rococco em todo o mundo. num só palavra: IMPERDIVEL.


Algumas dicas:

  • Jardins são gratuitos, se não tiver tempo/dinheiro para ver o palácio é uma visita imperdivel
  • Tem várias entradas, mas a mais fácil é pela fachada principal nas suas laterais
  • Levar bom calçado
  • Existe um café no Gloriette, mas não encontrei mais nenhum lugar que venda água ou comida em toda a extensão do parque.





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