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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Volta à Ilha do Sal de barco - ou uma tentativa de!!


Tínhamos programado um dia na Ilha do Sal para dar um passeio de barco em redor da sua costa, num barco com casco de vidro! Tudo parecia em sintonia para um dia descontraído e divertido naquelas águas quentes, mas realidade revelou-se uma das maiores furadas da viagem que hoje nos trás grandes gargalhadas...

Como havia sido combinado um transfer tinha nos ido buscar ao hotel e rumado ao "porto" de Palmeira onde estava fundeado um barquinho amarelo, o responsável pela aventura do dia. Uns botes faziam o transfer entre o cais e o barco, que apesar de lotadissimos deixaram apreciar o desenrolar da vida dos mares naquela terra.
Enquanto o barco navegava pelo porto nas suas águas calmas o pessoal ia descontraindo, apreciando a paisagem e os seus navios, alguns encalhados outros em plena actividade. Como sou apaixonado pelo mar este era um daqueles momentos de pura descontracção e estava mais que entretido a fotografar a vida daquele porto. 
Lentamente o barco ia-se afastando da linha da costa e o colorido das embarcações ia dando lugar à cor árida das paisagens daquela ilha. Não se pode dizer que seja a paisagem mais idílica à face do planeta mas o contraste do azul profundo do alto mar com o castanho das areias de terra era um colirio para os olhos. Era hora então de nos dedicarmos há pesca, anzóis e isco ao mar enquanto o barco se adentrava no alto mar, mas a pescaria estava fraca e eu que esperava grandes atuns como havia visto no pontão não saiu mais que meras sardinhas (azar de principiante)!!!
A Ilha do Sal já só assumia alguns contornos no horizonte, mas para nosso as ondas iam crescendo de fora considerável contra o casco do barquinho. O barco teimava em prosseguir o seu percurso mas a força das ondas fazia com que este abanasse de forma cada vez mais intensa. Não era preciso muito mais para os passageiros começarem a rezar pela vida e a chamar o santinho. Infelizmente o enjoo foi-se apoderando das pessoas e não bastou muito mais para as pessoas se abeirarem da borda do barco e .... enfim, vocês sabem...
O Capitão ainda parou o barco em alto mar numa tentativa de estabilizar os estomagos sensíveis, decidi finalmente descer do convés e apreciar o fundo de vidro e a beleza da vida marinha, mas o balanço aliado ao calor que ali se fazia sentir foi o derradeiro final para mim, que tenho "estômago de aço" estava igualmente enjoado!!!!
A coisa estava oficialmente a ficar bem preta, já ninguém sentia coragem em dar a volta ao resto da ilha muito menos sabendo que ainda faltava a viagem de regresso!! A única solução, de acordo com o capitão, era um mergulho no oceano que certamente faria passar o enjoo. Sem esperar muito mais, todo o mundo atirou.se literalmente ao mar, crianças e idosos, com e sem coletes salva-vidas! Fora remédio santo e o pessoal que até então parecia uma excursão de zombies estava já bem mais animado. Permanecemos de molho por cerca de uma hora e nem os enormes atuns que passavam rapidamente debaixo dos nossos pés nos deteram deste banho revigorante.
Era então hora de regressar ao porto de Palmeira e escusado será dizer que novamente passamos pelo tormento de enjoo e mais ondas!!
Sem mais condições físicas para aguentar qualquer outro tipo de emoção o desembarque foi quase como chegar à terra prometida, e enquanto esperamos a hora da chegada do bus para o regresso ao hotel ainda houve tempo de novamente apreciar a vida do porto (de onde não devíamos ter saído) e recompor a compostura!

 

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